O Black Lives Matter é agora um movimento mundial, com diversas ações coordenadas em diferentes geografias à volta do globo. O Reino Unido não ficou de fora e foram várias as cidades no país que se associaram às manifestações que apelam à igualdade de diretos dos negros.

À margem desse movimento, a Catedral de St. Albans, em Londres, decidiu expor uma nova versão da mais conhecida obra de Leonardo da Vinci, A Última Ceia, onde Jesus aparece negro. A pintura é da autoria da artista plástica Lorna May Wadsworth.

“Os especialistas concordam que ele [Jesus], provavelmente, teria traços do Médio Oriente, mas há séculos que os artistas europeus pintam Jesus Cristo à sua própria imagem”, explicou a artista em declarações à imprensa. Lorna revelou que se focou nos traços jamaicanos para elaborar a releitua da obra de Da Vinci.

A obra de Lorna está exposta no lugar do presépio, desde dia 4 de julho – data em que o Primeiro-Ministro Britânico Boris Johnson anunciou as novas medidas a tomar na fase de desconfinamento. A pintura pode ser vista até ao final do mês de outubro.

De acordo com fontes ligadas à Catedral, os visitantes do espaço podem acender uma vela em apoio aos movimentos anti-racistas. A iniciativa da Instituição gerou alguma controvérsia nas redes sociais.

Por outro lado, e ainda imbuída no espírito de protesto, a cidade de Bristol viu, esta manhã, a Estátua de Edward Colston ser substituída pela escultura de uma manifestante do movimento Black Lives Matter. O lugar de Edward Colston, um comerciante de Bristol que fez fortuna com o tráfico de escravos africanos para a América, dá agora lugar à figura de Jen Reid, a manifestante, que nos surge num pedestal e com o punho fechado.
O trabalho foi realizado pelo artista contemporâneo Marc Quinn.

A morte de George Floyd, o afro-americano que morreu depois de ter sido estrangulado por um polícia, no passado mês de maio nos Estados Unidos foi o mote para os vários movimentos antirracistas a que temos vindo a assistir nos últimos tempos.

Os protestos tiveram o seu início na cidade de Minneapolis, estado do Minnesota, onde Floyd faleceu, mas rapidamente se espalharam um pouco por toda a parte. Mais do que protestar contra a brutalidade policial, várias pessoas, em vários cantos do mundo, saíram à rua numa tentativa de clamar por justiça, igualdade e equidade.

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