À Espera é uma curta-metragem de animação que narra a história de uma mulher angolana num périplo rumo ao Brasil, em busca de condições de vida dignas para a sua família.

Criada e desenvolvida pela Repórter Brasil, com o apoio do Instituto C&A, no âmbito do projeto “Escravo, nem pensar!: Direito do migrante e prevenção ao trabalho escravo e infantil”, a animação da personagem principal recebeu a voz de Jéssica Areias, cantora angolana e residente no país de Vera Cruz há dez anos.

O roteiro, de Natália Suzuki e Rodrigo Teruel, conta a história de Angelina, que se viu forçada a sair de Luanda com os filhos rumo a São Paulo, Brasil, para ganhar a vida.

A necessidade de fugir de Angola, o marido que lá ficou retido, a adaptação a um novo país e todas as dificuldades inerentes à imigração são a base da curta-metragem, cuja animação ficou a cargo de Felipe Pellisser e Helena Kampen.

Há uma grande comunidade de angolanos a viver no Brasil, cuja maioria está concentrada em São Paulo. Em 2019, o G1 noticiava que pelo menos 20% das pessoas atendidas pela Caritas Arquidiocese de São Paulo em 2018, em situação de refugiados, provinham de Angola. Segundo o artigo publicado no site do programa Escravo, nem pensar!, as profissionais da área de Assistência Social do município de São Paulo, relatam sobretudo a “chegada à cidade de mulheres com filhos pequenos e, muitas vezes, gestantes”.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".