Há exatamente um ano, noticiávamos aqui a estreia nas salas de cinema portuguesas do filme Resgate, uma produção inteiramente moçambicana que bateu recordes do “Rei Leão” naquele país. Hoje, Resgate é o primeiro filme dos PALOP a chegar à Netflix.

Com dois prémios ganhos, Africa Movie Academy Awards: Melhor Design de Produção e Melhor Argumento, o filme levou vários anos a ser preparado e foi rodado entre 2017 e 2018.

O argumento conta a história de Bruno (Gil Alexandre), que sai da prisão e quer mudar de vida. Conhece finalmente a filha bebé que partilha com Mia (Arlete Guillermina Bombe) e tenta, primeiro sem sucesso, encontrar trabalho como mecânico, a profissão em que se especializou, o que finalmente lá consegue. 

Contudo, o caminho do futuro mostra-se sinuoso quando o banco ameaça despejá-lo da casa da mãe se não pagar o empréstimo, até então por ele desconhecido, que ela contraiu antes de morrer. Por causa disso, Bruno tem então de voltar ao mundo do crime, o que não vai correr muito bem.

Depois de esgotar as salas de cinema em Moçambique, o filme chegou a ser exibido em duas salas portuguesas, em Lisboa e no Porto. Em Moçambique, nas primeiras semanas de exibição, mais de seis mil espectadores foram ver Resgate ao cinema nas cidades de Maputo, Matola (no sul do país) e Tete (no centro), chegando a bater em audiência títulos internacionais como Rei Leão Homem Aranha.

A ideia para o filme surgiu há alguns anos quando os raptos de cidadãos nacionais com posses e estrangeiros, que afetaram a comunidade portuguesa, se tornaram mais frequentes no país. De acordo com a Deutsche Welle, no espaço de seis anos, até 2018 tinham sido raptados 150 cidadãos portugueses em Moçambique.

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