Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, afirmou na última sexta-feira que vai banir o TikTok, rede social de origem chinesa, dos EUA.

Em anuncio feito durante uma conversa com profissionais do jornalismo, Trump disse que “no que diz respeito ao TikTok, vamos bani-lo dos Estados Unidos”. “Eu tenho essa autoridade. Posso fazê-lo com uma ordem executiva”, garantiu o chefe de Estado.

O anúncio de Trump partiu do Comité de Investimentos Estrangeiros dos EUA (CFIUS), que investigou possíveis ameaças à segurança dos dados de cidadãos nacionais e que levantou dúvidas quanto ao uso seguro da app, associando um possível vínculo com o partido de Xi Jinping, o Partido Comunista da China.

Em resposta dada ao mesmo órgão, o porta-voz do TikTok disse que “100 milhões de americanos vêm ao TikTok para entretenimento e conexão, especialmente durante a pandemia”, esclarecendo que os “dados dos utilizadores do TikTok dos EUA são armazenados nos EUA, com controlos rigorosos sobre o acesso dos funcionários. Os maiores investidores do TikTok vêm dos EUA, temos o compromisso de proteger a privacidade e a segurança dos nossos utilizadores”.

“Não somos políticos, não aceitamos propaganda política e não possuímos uma agenda”, disse Kevin Mayer, CEO do TikTok.

Não é a primeira vez que existe um “confronto” entre o TikTok e Donald Trump. Em junho, os fãs da cultura K-pop e utilizadores da rede social foram os responsáveis pelo grande fiasco do primeiro comício eleitoral de Trump em Tulsa, o aparecimento de apenas 6.200 pessoas dos 19 mil esperadas marcou significativamente a sua corrida às presidenciais, a acontecer a 3 de novembro.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".