Há uma necessidade urgente de se reinventar o modo de vida da população em geral, no mundo, por forma a garantir a sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Nessa senda, há todos os dias novas iniciativas que surpreendem pela sua capacidade criativa como funcional. FlipFlopi Dhow é o nome de uma dessa iniciativas, que é basicamente o nome de um barco construído com a reciclagem de cerca de 30 mil chinelos.

Com dez metros de comprimento e pesando cerca de sete toneladas, o FlipFlop Dhow é um barco que foi construído por Ali Skanda e a sua equipa, que decidiram construir a obra a partir de plásticos encontrados no mar e de chinelos reciclados de várias cores.

A primeira vez que o Dhow entrou para o mar foi em 2018, quando o Ministro do Turismo e Vida Selvagem do Quénia esteve na ilha de Lamu para fazer o lançamento a partir do estaleiro de Ali.

Durante o processo criativo e construtivo do barco, os especialistas usaram os materiais reciclados e foram adoptando engenhocas que envolveram um conjunto de instrumentos e técnicas existentes localmente. Cerca de dez toneladas de resíduos de plástico foram coletados para criar o barco.

A existência dos resíduos plásticos existentes nas praias de Lamu é notória. O barco, além de exibir a sua beleza sobre as águas salgadas, também faz limpeza dos plásticos encontrados na zona, recolhendo garrafas, sacos e outros materiais prejudiciais ao ambiente marinho.

Este barco é um protótipo do projeto da FlipFlopi Expedition, que é uma ideia original de Ben Morison que decidiu procurar outras formas de reaproveitar a “quantidade de plástico, especialmente chinelos, espalhados pelas praias da Ilha de Lamu”.

Com passar do tempo, Ben combinou a técnica de construção tradicional de barcos (dhow) para criar um exemplo “positivo de como o plástico de uso único poderia ter uma segunda vida”. FlipFlopi é o primeiro barco à vela do mundo feito de lixo plástico, que tem como missão de acabar com o plástico descartável.

A FlipFlopi Expedition atualmente tem outro projeto em construção, um barco de maior capacidade de recolha de plásticos presentes nos mares do Quénia.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".