Kaminhada, assim se chama o primeiro álbum do rapper e compositor cabo-verdiano Nubru. São 16 faixas inéditas, que contam com participação de vários artistas como, Batchart, Djox, Kumba, Tochi, Mark Delman, Manolo, Nana, Dzenh e Rahiz. 

Depois dos singles “Kontributo” e Nha Anjo” lançados recentemente, Kaminhada está disponível nas plataformas digitais desde esta sexta-feira, 7.

O artista revela que “o disco é novo, mas o sonho é antigo. Kaminhada reflete um percurso de muitos anos. Faço rap por amor. As minhas dores e as minhas alegrias estão refletidas neste álbum feito com muito amor e dedicação”.

O disco chega depois de um longo período de maturação pessoal e musical e Nubru considera que, apesar da conjuntura, o momento não podia ser melhor.

“Talvez não seja o timing certo para o mundo, mas é o meu momento. Quero que quando as pessoas oiçam a minha música sintam conforto e felicidade e saibam que, mesmo nos momentos difíceis, há sempre uma luz no fundo do túnel. Este é também o momento certo para passar as mensagens que realmente interessam”, explica.

Sobre como se passou o processo de produção de Kaminhada, o rapper explica que “é fruto de um investimento pessoal. Porque os sonhos não têm preço e o rap é acima de tudo empreendedorismo”.

“Nós rappers somos os verdadeiros empreendedores. Mostramos que podemos sair do quintal da nossa casa para os grandes palcos de Cabo Verde e do mundo. Nos nossos home stúdios nós fazemos tudo, com o nosso trabalho e o nosso talento”, finaliza.

Natural da cidade de Várzea de Igreja, em São Domingos, Nubru começou a dar os primeiros passos no rap em batalhas de freestyle, aos 16 anos. Antes disso, o dom da palavra já lhe corria na veia através da poesia.

Atualmente, Bruno Monteiro, o seu nome de registo, é licenciado em Psicologia mas nunca parou de escrever. No percurso universitário adquiriu várias ferramentas que hoje utiliza na produção da sua arte.

Influenciado pelo rap lusófono, cabo-verdiano e norte-americano, os Rapz 100 Juiz foram um grande ponto de referência para Nubru no início de carreira. “Mais tarde conheci Batchart, um grande amigo, com quem ganhei novas influências e adquiri novos conhecimentos, principalmente na clarificação dos aspetos técnicos da música e do Rap”, explica.  

Mensagens de encorajamento aos jovens, mas também chamadas de atenção sobre o que vai mal na sociedade, a degradação das relações humanas e as preocupações de um jovem que quer ver mudanças em Cabo Verde, mas, acima de tudo, contribuir para essas mudanças são os temas centrais mais ouvidos na sua música.

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