A EA Sports, a divisão da Electronic Arts que desenvolve e publica jogos eletrónicos de desporto, decidiu combater a toxicidade na série FIFA e começa por remover alguns dos mais irritantes festejos do FIFA 21.

Segundo revelado pela empresa, os festejos “Shush” e “A-OK” foram removidos do jogo FIFA 21 e estão mais mudanças a caminho, de forma a reduzir o nível de festejos que podem ser considerados de mau gosto.

Os festejos são uma forma de provocar o adversário pois eles são obrigados a assistir a tudo e no calor do momento, especialmente quando sentes que um golo foi injusto, é apenas ainda mais irritante.

A celebração na qual o jogador manda calar os adversários é vista como uma das mais irritantes pois é das mais longas e provocadoras, forçando o jogador que sofreu o golo a assistir à provocação.

O gesto “A-OK” espalhou-se pelas redes sociais e foram partilhadas inúmeras tentativas de fãs que o tentavam imitar, algo que incentivou a EA Sports a colocá-lo em FIFA 20.

No entanto, a companhia parece ter sentido que não é adequado para o seu jogo, mas ainda não explicou o porquê desta decisão pois o festejo não é visto pela comunidade como tóxico.

Poderá estar relacionado com a actual situação nos Estados Unidos e a luta por igualdade e justiça, algo que afectou Modern Warfare e incentivou a Infinity Ward a remover o gesto OK do seu jogo.

A EA anunciou ainda que removeu a cinemática após um jogo, na qual os jogadores caminham para o centro do campo.

A companhia também afinou o FIFA 21 para reduzir os momentos nos quais podes queimar tempo, seja em livres ou grandes penalidades, reduzindo o tempo que tens para marcar lances de bola parada.

Algumas cenas não vão surgir para que a partida online seja mais dinâmica, portanto, não esperes ver o guarda-redes a caminhar para dar o pontapé de baliza ou ver o jogador a caminhar para ir buscar a bola e lançá-la.

A capa da edição 21 do simulador de futebol EA Sports FIFA exibe o jogador do Paris Saint-Germain Kylian Mbappé em grande destaque.

A série FIFA foi inaugurada pela EA no início dos anos 90, conquistando de imediato o mercado das consolas ao longo da geração dos 16-bit graças à enorme popularidade do futebol e familiaridade do título homónimo da “Fédération Internationale de Football Association”.

As capas das diferentes edições seguiram num visual standard sóbrio e rapidamente identificável onde imperava o branco em contraste com os diferentes atletas. O design começou a apresentar-se mais arrojado a partir de 2006, mas nunca houve uma capa de FIFA como a deste ano com Kylian Mbappé.

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