A consultora Oxford Economics considerou que a moeda de Angola deverá depreciar-se mais de 50% face ao valor do ano passado, o que fez a inflação subir para o nível mais alto desde dezembro de 2017.

“Principalmente devido à queda do preço do petróleo este ano e à liberalização cambial, o kwanza perdeu cerca de 20% do seu valor desde o início do ano, tendo passado a barreira dos 600 dólares em junho, mas recuperou graças a um aumento dos preços petrolíferos nas últimas semanas”, escrevem os analistas, vincando que “ainda assim a moeda nacional continua vulnerável às mudanças no sentimento global e deverá depreciar-se mais de 50% em 2020”.

Na nota enviada aos clientes, e a que a Lusa teve acesso, os analistas apontam que a desvalorização do kwanza “vai continuar a pressionar os preços dos consumidores, devido à forte dependência de Angola de produtos importados” e alertam que a implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), bem como a subida das propinas, “vai continuar a colocar pressões sobre a inflação”.

Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatística divulgou que o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) em Angola subiu para 22,93% em julho, um acréscimo de 5,69 pontos percentuais face ao período homólogo.

Em termos mensais, a inflação registou uma variação de 1,78%, entre junho e julho de 2020.

Tendo como referência a província de Luanda, a taxa de inflação registada no período de junho a julho de 2020 foi de 1,83%, cerca de 0,13 pontos percentuais inferior à registada no período anterior.

A variação homóloga situou-se nos 22,17%, ou seja, um acréscimo de 4,58 pontos percentuais face ao período anterior.

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