Merson Clavius, com o nome de registo Edmerson Amaral, é um cantor angolano nascido na província do Huambo. Com 22 anos, Merson auto-caracteriza-se como sendo “um daqueles cantores de Rnb com uma essência híbrida, que nos remete ao Rnb mais clássico, mas ao mesmo tempo super atual”. Nesse misto, surgem ainda as sonoridades do trapsoul.

Com 14 anos, Merson começou a cantar e atreveu-se a participar no concurso dedicado a talentos escolares “Canta com Blue”, onde já passaram artistas como a conhecida Telma Lee.

Ainda em 2012, entrou para o grupo JBO Music que, apesar de já estarem há algum tempo no game, só três anos depois lançaram a sua primeira música, “Mulher”, com o carimbo da Atitude Recordz.

Ainda na mesma produtora mas com um momento que reflete um “novo ciclo”, Merson lançou “Desconfiança”, acompanhado de um videoclipe, que contou com a participação do rapper Phedilson.

“Desconfiança” conta a história de um casal que viveu alguns momentos menos bons dentro da relação e que, depois disso, a parceira continuou mas com um “pé atrás”.

Quanto à participação, Merson disse que foi uma “experiência muito positiva porque trabalhámos de uma forma muito conectada, as ideias de um iam de encontro com às do outro e o resultado é este que temos”.

No vídeoclipe, Merson e Phedilson aparecem contracenando diretamente com Alaine Katz, que encarna o papel de parceira desconfiada.

A parte visual deste seu primeiro vídeo foi gravada pela Don Produções, a letra da música foi escrita por Merson e Phedilson, sendo a captação feita por Amiel Deep.

Normalmente, a cidade de Luanda é tida como o epicentro de ascensão e crescimento de carreiras, fazendo com que muitos artistas passem a viver na “banda”. Aos olhos de Merson, para este paradigma é necessário “acordar e olhar para as coisas de uma perspectiva diferente e fazer com que a música chegue a qualquer lugar independentemente de onde estamos”. Acrescentando, o rapper disse também que é “preciso promover e investir para fazer o trabalho crescer”, acreditando que a partir do Huambo é possível fazer “sucesso como outro músico qualquer de Luanda”.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".