Graça Machel, activista e viúva de Nelson Mandela apelou, durante uma entrevista ao canal televisivo STV, para um movimento amplo e profundo de repúdio contra o assédio sexual em Moçambique.

A petição surge num momento que em que ocorre a polémica do caso de instrutores suspeitos de engravidar candidatas a polícias, na Escola Prática da Polícia em Moçambique.

A também presidente da Fundação para o Desenvolvimento Comunitário e ex-ministra da Educação de Moçambique adiantou que a legislação deve ser reforçada e não pode deixar dúvidas que o assédio sexual é crime, num processo que deve envolver todos os agentes da sociedade moçambicana.

O caso veio a público há duas semanas, quando foi divulgada nas redes sociais uma ordem do comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, para o levantamento de um processo disciplinar contra os instrutores da Escola Prática da Polícia de Matalane, por suspeitas de terem engravidado jovens durante a formação.

Bernardino Rafael ordenou a suspensão dos instrutores e o regresso das jovens para as suas casas, assegurando a sua reintegração no curso após o parto.

A ex-Primeira Dama da África do Sul acredita que este problema seja conjuntural, necessitando de unir as forças das organizações da sociedade civil e também do próprio do Estado para o combate.

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