Trinity ou 3nity (Threenity) é o nome da crew composta por três rappers angolanos que decidiram se juntar para fazer música, Bill John, Rookie Uno e YB No Vision.

Fundado há oito meses por Bill e, mesmo com o destaque de outros grupos monstruosos no mercado “da banda”, a 3nity surgiu da necessidade de “trazer uma dinâmica e panorâmica diferente da que já existia” em termos de qualidade de som e imagem, com o intuito de “existir um encaixe perfeito a meio das diferentes habilidades e particularidades de cada membro”.

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A primeira música do grupo recebeu o título de “Clean”, e surgiu quando Rookie Uno “teve uma longa sessão de estúdio”, acabando por ter uma fluidez artística “da forma mais natural possível”.

Depois de terminar o projeto “Clean”, Rookie mandou este e mais outros para o chat do WhatsApp onde estava o staff do grupo, mas este tema foi o que menos impato causou.

Dias depois, YB No Vision fez um vídeo a ouvir a música no aplicativo Triller e, depois de algumas outras publicações feitas em outras redes sociais, o inesperado aconteceu. A música acabou por ter uma repercussão enorme e viralizar. Bill John acabou assim por sugerir a Okénio M da Young Family para “mandar o seu verso”.

Mesmo recebendo um feedback positivo e de ser “a massa juvenil” abraçar as suas músicas, o grupo acha que ainda é muito prematuro falar de imposição dentro do rap em Angola, não descartando o senso saudável de competitividade no meio.

Na sua discografia, o grupo tem somente uma obra disponível, que recebeu o título de TrapGods, lançada em maio.

“Quando surgiu a ideia de moldarmos a nossa primeira obra, as inspirações caminharam para um rumo mais trap. O título diz muito sobre nós mesmos” para “transmitir algum excesso de confiança”, disse Bill John.

O EP tem dez faixas musicais e conta com a participação de Mulatooh, Ema Vi, Fat Boy 6.3, IV Trapstar, Okénio M, Helcírio e keanumagalhaes. TrapGods, atualmente, possui mais de 1 milhão de streamings na plataforma SoundCloud.

O coletivo afirmou que tem em carteira mais uma outra obra, que ainda “não tem data definida para ser lançada”.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".