O Fim do Mundo conta a história de Spira, um rapaz que regressa ao bairro que o viu nascer, quase uma década depois de ter estado numa casa de correção. É uma história de amor, amizade, lealdade e sonhos que nos chega aos ecrãs pela mão do realizador luso-suiço Basil da Cunha, mas à parte disso tudo, é também a grande vencedora da competição nacional do Festival Indie Lisboa 2020.

Depois da estreia em Locarno, Itália, e da antestreia no Cinema São Jorge, Lisboa, a longa-metragem de Basil da Cunha foi merecedora do reconhecimento dos júris da competição portuguesa. O painel composto por nomes como Louise Rinaldi, Núria Cubas e pelo cineasta Michael Wahrmann, atribuiu a O Fim do Mundo o prémio de Melhor Longa-Metragem.

Basil da Cunha e a sua equipa foram ainda surpreendidos com o Prémio Árvore de Vida. “Um filme profundamente humanista, um percurso reflexivo em torno do sentido e do valor da vida, em tempos onde crescem tiques de desprezo e exclusão dos mais frágeis. O cuidado estético das imagens, a sua montagem irrepreensível, o excepcional desempenho dos actores verdadeiramente poético, criam uma narrativa de tal forma envolvente que permite acompanhar percursos de pessoas e comunidades, nas suas contradições e aspirações interiores, cujo destino evidencia um desejo de crescimento espiritual”, são as palavras utilizadas pelo júri para reiterar a escolha.

Num ano onde não faltaram grandes filmes na competição, O Fim do Mundo mostra-nos que a realidade, o brio, a dedicação e o talento têm e hão-de continuar a ter espaço. Tal como já tinha sido referido, aquilo que para muitos parecia ousadia, para Basil e a sua equipa, veio a revelar-se um tiro certeiro no que diz respeito à representatividade, inclusão e reflexão sobre a vida de jovens e adultos a quem os sonhos foram, de certa forma castrados.

Os premiados do IndieLisboa 2020 serão exibidos no cinema Ideal, em Lisboa, nos próximos dias 7, 8 e 9 de setembro em horários a anunciar. Os prémios do público apenas serão conhecidos durante o dia 6 de setembro, domingo.

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Inconformada por natureza, acredito que o sucesso é um processo de melhoria contínua. Apaixonada pelas liberdades e oportunidades que a vida tem para oferecer. Teimosa o suficiente para não desistir, inteligente o suficiente para saber quando desistir.