Comunidade cabo-verdiana revoltada com assassinato de Willy Duarte

Willy Duarte, um jovem de 21 anos, italiano de origens cabo-verdianas, foi espancado até a morte perto de Roma, neste sábado, 5. O jovem queria intervir para impedir uma luta num bairro movimentado, mas acabou por ser atacado por quatro homens, que o pontapearam e socaram até à morte.

Dois dos assassinos são, segundo a imprensa italiana, lutadores de MMA (Artes Marciais Mistas). “Toda a gente os conhece, eles já bateram em muita gente”, pode ler-se em alguns testemunhos divulgados pela comunicação social daquele país.

Willy Duarte, de nacionalidade italiana, trabalhava como recepcionista num hotel perto de Roma. Depois do trabalho, foi com uns amigos a um bar em Colleforro, a cerca de 50 quilómetros da capital.

Por volta das três da manhã, um dos seus amigos esteve envolvido num confronto com outros jovens e Willy Duarte tentou acalmar os ânimos. Esse esse papel de mediador acabou por lhe custar a vida.

Willy chegou a ser socorrido por uma equipa de emergência mas não conseguiu resistir, tendo o óbito sido declarado no hospital.

Os quatro homens que o espancaram brutalmente foram detidos mais tarde nessa noite, enquanto bebiam tranquilamente uma cerveja, revela a imprensa italiana.

A motivação racista está a ser apontada, considerando o historial criminoso dos quatro homens. Marco, 26, e Gabriele, 24, Bianchi, irmãos, são lutadores de MMA. Os outros dois suspeitos, Francesco B. e Marco P., 23 e 22, tiveram uma participação alegadamente “reduzida” na morte de Willy. A investigação ainda está em andamento para determinar o papel de cada interveniente.

Na cidade de Artena, de onde são provenientes os irmãos Bianchi, o sucedido não é uma surpresa, visto o historial de ambos: desordem pública, brigas, maus-tratos, ameaças, tráfico de drogas, glorificação do ódio e da violência.

“Todos os conhecem, porque nos últimos anos já bateram em muita gente. Isso nunca deveria ter acontecido ”, reagiram alguns moradores locais.

A opinião pública tem se levantado na Itália, que se demonstra revoltada com o assassinato do jovem italiano.

Edna Domingos

Leitura é o meu forte, amo a escrita. Descobri que a essência da vida está nas descobertas não feitas