O Museu Virtual da Lusofonia, criado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho em Braga (Portugal), tem como pontapé de saída a apresentação de 45 exposições virtuais multimédia sobre os países de língua portuguesa.

O Museu Virtual da Lusofonia, disponível agora na Google Artes & Culture, é uma plataforma de cooperação académica, em Ciência, Ensino e Artes, em torno dos países de língua portuguesa e das suas diásporas. Em nota de imprensa enviada à Lusa, a Universidade detalhou como este projecto lançado na plataforma Google Arts & Culture fará uma viagem pela cultura e pela história dos países falantes do português.

O museu conta com 45 exposições virtuais multimédia, 256 obras de arte, 112 fotografias, 98 programas de rádio, 19 filmes e dois documentários que remetem aos países de língua portuguesa.

Esta iniciativa mostra o universo da arte e a cultura dos países lusófonos, abrangendo Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, estendendo-se às regiões de Galiza (Espanha) e Macau (China).

Em destaques no museu estão a exposição “Cimentar Ligações: Uma narrativa através da imagem”, de Angola, Tiradentes: Um sopro do Norte de Portugal no Brasil”, do Brasil, “Bairro Aeroporto em Maputo: vida, arte e representação”, de Moçambique, “Cartões Postais Ilustrados” e “Um olhar sobre o cinema mudo em Portugal”, de Portugal, entre outras.

A exposição “Uma viagem literária e musical através da língua portuguesa” apresenta o álbum “Canções para Abreviar Distâncias”, que transporta as pessoas para uma viagem literária e musical através da língua portuguesa pelos artistas brasileiros Isabella Bretz (cantora), Rodrigo Lana (pianista) e Matheus Félix (violinista e bandolinista).

O trabalho inclui oito poemas musicalidos, de um autor de um país falante de língua portuguesa, nomeadamente Adélia Prado (Brasil), José Luís Peixoto (Portugal), Mia Couto, (Moçambique), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Vera Duarte Pina (Cabo Verde), Odete Semedo (Guiné-Bissau) Ana Paula Tavares (Angola) e Crisódio T. Araújo (Timor-Leste).

O Museu Virtual da Lusofonia foi criado pela Universidade do Minho, em 2017, fruto de um projecto para lançar uma plataforma de cooperação artística e cultural que pudesse abranger o espaço físico e virtual da língua portuguesa.

Actualmente é composto por uma equipa de profissionais da educação, agentes culturais e artísticos, jornalistas, profissionais da comunicação social, historiadores, sociólogos, políticos e investigadores de comunicação que realizam o levantamento e análise de todas as obras expostas em prol da lusofonia.