Já todos sabemos que o contato físico aumenta significativamente os casos de covid e parece que nem o novo cumprimento com o cotovelo nos deixa a salvo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

A novo coronavírus mudou o estilo de vida de todos nós. Deixámos de poder abraçar família e amigos, nas filas de supermercado já não nos podemos amparar do espaço de segurança corporal do “vizinho” da frente e deixámos os beijinhos e apertos de mão para passarmos a dar kwatas (ou hi fives, traduzindo do kimbundo de Angola para o inglês) de cotovelo.

Contudo, o diretor geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, aconselhou as pessoas a substituirem o famoso novo tipo cumprimento, pois este também contribui para transmissão do coronavírus.

Segundo Tedros, ao cumprimentar as pessoas, é melhor evitar cotoveladas porque estas não garantem os dois metros de distância de segurança aconselhados e avançou o método que o próprio adoptou. “Gosto de colocar a mão no coração ao cumprimentar as pessoas hoje em dia”, já tinha escrito o líder da OMS no Twitter, em março.

Quem também concordou com Tedros foi o director do Centro de Formação de Protocolos da ISEMCO, Carlos Fuente Lafuente, que disse ao jornal ABC que “as cotoveladas a que tanto assistimos são, a meu ver, uma saudação de certo mau gosto, pouco higiénica e que, além disso, não cumpre com a regulamentação em vigor sobre o distanciamento social obrigatório”.

De forma geral, é desaconselhado qualquer outro tipo de cumprimento que desrespeite a distância de segurança, como o toque de punhos fechados, que era usual nos jogos da NBA, e também o toque com os pés, o chamado “Wuhan Shake”.

Além da mão no coração, surgem outras alternativas que já foram descritas até mesmo por Tedros Ghebreyesus, o “Namaste” que é um saudação do sudoeste asiático que consiste em “acompanhar esta palavra unindo as palmas das mãos na altura do peito e inclinando-se para a frente em sinal de respeito”.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".