Com lotação esgotada, dentro das regras do DGS, Yuri da Cunha e os seus convidados cantaram e encantaram no concerto “A História 4.0”, realizado em Lisboa, alusivo ao seu aniversário.

Apesar do atual contexto de pandemia de covid-19 e todas as regras inerentes à prevenção, a festa dos 40 anos do artista angolano decorreu com casa “cheia” e com transmissão em direto via Televisão Pública de Angola.

Às 21h30 estava tudo pronto para as luzes acenderem, a banda tocar e Yuri subir ao palco e começar a cantar.

Com um início que relembra as raízes de Angola e com uma mistura de ritmos africanos como o coupé decalé, Yuri da Cunha deu o pontapé de saída com aquele que é um dos seus maiores sucessos de sempre, o “Kuma Kwa Kié”, do álbum homónimo, lançado em 2008.

Trajado de forma excêntrica e com boa energia, o showman fez-se acompanhar de um núcleo de dança que, em músicas específicas, entravam e mostravam o seu talento.

Considerado por muitos como uns dos maiores artistas da nova geração da música popular angolana, Yuri da Cunha não deixou de cantar as suas primeiras músicas que marcaram o início do seu percurso como cantor, como “Amigo de verdade”, que já foi regravada por Konstatino.

Depois desta, seguiu-se a música “Kiene Kia Tuxinde”, do seu segundo álbum e que foi composta pelo falecido cantor angolano Bangão.

O primeiro convidado a partilhar o palco com o artista foi o cantor cabo-verdiano Dino D’Santiago.

Além de Dino, subiram ainda ao palco os Mobbers, Loony Johnson, Djodje, Ricky Man, Soraia Ramos, Prodígio, NGA, Os Calema, Fábio Dance e Paulo Flores, com quem cantou o último single colaborativo, “Njila Dia Dikanga”.

Entre vários pontos altos, Yuri da Cunha fez algumas homenagens a grandes vozes que até hoje servem de referência tanto para música angolana como para a música PALOP, como André Mingas, Waldemar Bastos e Carlos Burity, estes dois últimos falecidos em agosto.

Yuri é dono de vários prémios que o transformam numa das maiores referências do mercado musical angolano. O Top Rádio Luanda e Rádio Luanda 2008 são alguns dos troféus que já recebeu e que reconhecem o seu talento e feitos pela cultura do seu país.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".