Já é conhecida a lista das 100 personalidades mais influentes do mundo segundo a revista TIMES. Entre os nomeados estão as fundadoras do movimento norte-americano Black Lives Matter, a cantora Megan Thee Stallion, o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton e, a representar a lusofonia o youtuber Felipe Neto, que integra a lista de Ícones.

A lista é dividida em cinco categorias: Pioneiros, Artistas, Líderes, Titans e Ícones e os editoriais sobre cada personalidade foram escritos por outras personagens públicas.

À escala lusófona, há apenas dois nomes a assinalar entre os 100, o presidente do Brasil e o YouTuber Felipe Neto. O congressista pelo Rio de Janeiro, David Miranda, descreveu o YouTuber e empresário de 32 anos como o maior “influenciador digital do Brasil, possivelmente do mundo”, considerando os seus 39 milhões de subscritores na plataforma de vídeos e 12 milhões de seguidores no Twitter.

“O domínio online de Neto não é novo. Há uma década, da humilde casa da família no Rio de Janeiro, ele começou a criar conteúdo para o YouTube e rapidamente encontrou a fama, um público jovem enorme e leal e patrocínios lucrativos. O que mudou – radicalmente – é a forma como Neto usa a sua plataforma.” Miranda indica que, até uma determinada altura, o engajamento de Neto acontecia através da criação de conteúdo para adolescentes, mas a eleição de 2018 de Jair Bolsonaro e o fortalecimento do seu movimento pro-fascista foram cruciais para o direcionamento da popularidade do YouTuber para a política, tornando-se num dos “opositores mais eficazes” do presidente do Brasil, arriscando a sua marca e até segurança.

Na categoria Pioneiros, Megan Thee Stallion encabeça a lista. A artista é, atualmente, um dos nomes mais sonantes da música urbana e é tida como um símbolo do empoderamento feminino dentro da cultura hip hop.

“Lembro-me de ouvir Megan Thee Stallion num daqueles famosos programas de rádio de DJ, há alguns anos. Ela acompanhou a batida como nunca ouvi ninguém acompanhar em muito tempo – e eu sou uma fanática de hip-hop. Esta mulher tem algo. Depois de a descobrir, tornas-te umf ã. Não gosto de colocar o estigma da palavra forte nas mulheres negras porque acho que nos desumaniza, mas ela tem força – força através da vulnerabilidade. Ela perdeu a maior parte da sua família – mãe, pai, avó – mas ela é o epítome da tenacidade, de se levantar com os seus próprios pés. Ela própria foi baleada neste verão, e mesmo assim as pessoas tentaram derrubá-la. Mas ela está aqui, a espalhar amor e sendo doce.” Escreveu a atriz Taraji P. Henson, que sublinhou ainda o fato de Stallion continuar os seus estudos. “Ela é uma artista. Ela é um espírito livre. A indústria pode tentar classificá-la neste rap game, mas ela tem um plano muito maior”, acrescentou.

Na mesma categoria, destaque também para a escritora norte-americana de origem nigeriana Tomi Adeyemi e para o advogado gambiano Abubacarr Tambadou.

As fundadoras do movimento Black Lives Matter, E Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi, são a capa da categoria Ícones. O Black Lives Matter teve início em 2013 nos Estados Unidos da América e hoje desempenha um papel internacional na luta pela igualdade social – sobretudo nas questões de violência policial – da comunidade negra.

Em Titans, Gabrielle Union é o destaque, ao lado do seu marido Dwyane Wade. O novo bilionário Tyler Perry, Lews Hamilton e o nigeriano Tony Elumelu também fazem parte da lista.

Hamilton que nesta época tenta igualar o ex-piloto Schumacher com 91 vitórias, foi descrito por Bubba Wallace, piloto da NASCAR, como uma referência para si próprio e um homem fora de série capaz de continuar a ganhar campeonatos e a bater novos recordes.

“Eu sou o único piloto negro no nível superior da NASCAR. Então, o exemplo de Lewis é particularmente significativo para mim. Vê-lo a conquistar a pista quase todos os fins de semana, motiva-me a tentar fazer o mesmo.
O seu ativismo também mudou o mundo. Lewis chamou a atenção internacional para o movimento Black Lives Matter, através da sua exposição nas redes sociais e em eventos da F1″, disse o piloto, acrescentando que Lewis é “um exemplo para todos”.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".