A saúde mental merece prioridade, principalmente neste momento tão atípico que todos atravessamos. É nesse âmbito que começa esta quarta-feira o Festival Mental, em Lisboa, com uma programação que inclui uma série de eventos de várias áreas da cultura e sociedade. Esta é a quarta edição do certame, que acontece se prolonga até ao dia 9 de outubro.

O festival português de cinema e informação que “visa trazer uma discussão pública e diminuir o estigma de um tema cada vez mais premente, a saúde mental”, terá uma aliança também virada para os mais pequeninos, o Mental Júnior.

“Esta quarta edição é também a nossa estreia no Cinema S. Jorge. Sala emblemática dos Festivais de Cinema, deixa-nos no culminar de um caminho que já vinha do ano passado na procura de chegar ao público em geral com o nosso M-Cinema, M-Talks e filme temático em sala de cinema”, indica a organizadora Ana Pinto Coelho.

O Festival Mental 2020 arranca com um dos temas mais marcantes deste ano com o debate “Pandemia: do real ao digital”. Este debate acontece no dia 30 de setembro e conta com um painel de convidados impactantes na área da comunicação e jornalismo. É um evento de sala aberta e que convida às questões do público presente.

Na programação, que inclui a série de eventos de várias áreas, incluem M-Talks com painéis temáticos, que para este ano o foco serão ansiedade, a toxicodependência e o stress pós-traumático.

Para o M-Cinema, serão apresentados 19 filmes de curta metragem originários de vários pontos do mundo, como os dos Estados Unidos, Portugal, Argélia, Japão e chegando até à Austrália, sendo estes selecionados através do Open Call 2020.

Além destes, recebem também destaque os lançamentos do livro “Cartas do Confinamento de 23 de Março a 1 de Maio” de Tiago Salazar e Frederico Duarte Carvalho, apresentação do espetáculo de Dança Movimento Terapia e Doença/Saúde Mental: “Acontece”, a Mental Júnior com sessões de cinema temáticas, com a projeção de uma curta e longa-metragem e outros.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".