Áurea Marlene Elias Cadete, nasceu no Kilamba Kiaxi (Luanda), em 1996, é uma apaixonada pela música clássica-alternativa e carrega na voz um timbre arrebatador que nos oferece o melhor da nova escola do Jazz e da música Soul.

Os experts na matéria dizem que, se não formos nós próprios a verbalizar que somos os melhores no que fazemos, a nossa mente não assimila essa verdade como plena. Talvez seja por isso que a própria se intitula de “reencarnação” de Nina Simone. Não apenas pelo talento, mas sobretudo pela postura e visão que tem do mundo.

A música começou a ser parte integrante da sua vida por volta dos 16 anos, quando começou a fazer pequenas apresentações em festivais no seu país. Porém, só subiu a um palco para cantar profissionalmente em 2017, no Centro Cultural Brasil-Angola, a convite da poetisa e artista de spoken-word Elisângela Rita. Desde então nunca mais parou.

Na voz, no ritmo e na alma, Áurea carrega o Jazz, Soul, Neo Soul, Rock Alternativo, Semba, Massemba, Bossa Nova e Samba. Na sua lista de inspirações, além obviamente da autora de “Sinnerman”, vemos desfilar os nomes dos conterrâneos Aline Frazão e Toty Sa’Med e da diva norte-americana Aretha Franklin.

De bar em bar, na cidade de Luanda, a cantora já fez inúmeros show cases para se dar a conhecer ao público no geral.

Hoje, a artista, formada em Relações Internacionais, tem como principal objetivo lançar um álbum em vinil, tornando-se na primeira da sua geração a fazê-lo.

Apaixonada pelo poder instrumental do saxofe, Áurea não toca profissionalmente nenhum instrumento mas conta com a ajuda de uma guitarra para dar vida às letras que compõe.

A trabalhar nos seus projetos em nome próprio, Áurea já assinou várias colaborações com artistas da cena urbana angolana como Ready Neutro, Lukeny Bamba e Ricky G.

Descobre mais sobre esta nova artista clicando no play do vídeo abaixo, onde a própria fala sobre a sua ligação com a música.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".