O último jogo da seleção francesa ficou marcado por vários momentos, recebendo destaque o golaço feito por Eduardo Camavinga na goleada contra a Ucrânia por 7-1.

Com apenas 17 anos e 11 meses, o médio angolano naturalizado francês foi titular e, naquela que foi a sua segunda partida, marcou com um remate acrobático, batendo o guarda-redes ucraniano, Bushchan.

Camavinga torna-se no jogador mais jovem a marcar com o emblema dos gauleses desde 1914, quando Maurice Gastiger marcou no jogo contra a Suiça, com apenas 17 anos e cinco meses.

Há um mês, o número 14 de França também bateu o seu primeiro recorde, tornando-se no jogador mais jovem a estrear com a camisola francesa desde a Segunda Guerra Mundial, superando Maryan Wisniewski quando tinha 18 anos, 2 meses e 2 dias e Mbappé, que ocupa atualmente o terceiro lugar, tendo se estreado a 25 de março de 2017, quando ainda tinha 18 anos, 3 meses e 5 dias.

Camavinga nasceu em Angola mas viveu toda a sua infância em França. O médio angolano tornou-se numa das grandes promessas do futebol europeu, tendo sido alvo de equipas como Real Madrid de Espanha, cuja proposta de 80 milhões de euros, durante o último verão, foi recusada pela sua atual equipa, o Rennes de França.

Relembramos-te que a BANTUMEN disponibiliza todo o tipo de conteúdos multimédia, através de várias plataformas online. Podes ouvir os nossos podcasts através do Soundcloud, Itunes ou Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis através do nosso canal de YouTube.

Sabias que com a tua contribuição podes ajudar a BANTUMEN a crescer? O nosso objetivo é criar uma narrativa de empoderamento da comunidade negra lusófona e tu podes fazer parte deste processo. Inscreve-te no Patreon e faz a tua parte! Lembra-te da filosofia Ubuntu: “eu sou porque nós somos”.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".