Alkinoos lançou recentemente a sua mais nova música, intitulada “Friday Lit”, que é a sua primeira cartada pública enquanto membro da BigBit de Lince.

Para Alkinoos, “Friday Lit” é como um presságio da boa vibe do fim-de-semana que tem lugar na sexta-feira, e que nos dá vontade de “aproveitar a vida ao máximo e focando no que ela tem de melhor para oferecer”.

“Ficamos ‘acesos’ para a sexta à noite, onde libertamos todas as tensões e chatices da semana de trabalho e podemos divertir-nos sem preocupações, encontrando as pessoas que gostamos, vestidos a rigor e prontos para a festa”, disse Alkinoos.

Distribuída pela BigBit, a música tem o instrumental de Arcanjo e masterização de L-Diey, sendo que o resto, bem como a parte visual e a composição, foi de autoria do próprio artista.

Para quem não sabe, Alkinoos é a tradução de Alcino em grego e que significa “espírito forte”. “A opção de usar o meu nome traduzida de outra língua foi para não fugir daquilo que eu sou, mostrando que o Alkinoos e o Alcino são a mesma pessoa.”

Músico, designer e estudante de engenharia, Alkinoos, que vive na parte mais a sul de Angola, no Lubango, começou o seu percurso dentro do rap há 11 anos por influência do irmão que era amante da cultura hip-hop.

O atual vínculo com a BigBit nasceu da forma mais inesperada possível. “Era um dia qualquer e eu estava à procura de grupos para poder partilhar o link de uma das minhas músicas e acabei tendo acesso ao grupo em que um dos membros da BigBit, o Lince, faz parte e pelos vistos ele acabou acedendo ao link, tendo ouvido a faixa e gostado”, disse.

Dentro do rap, Alkinoos pretende ficar de fora da bolha e bem longe dos padrões criativos musicais que o mercado apresenta, considerando que, na sua bagagem artística, recebem destaque a sua excentricidade e autenticidade.

Um dos seus principais desafios é viver fora de Luanda, onde se concentram a maior parte das oportunidades dentro da cena musical em Angola. “É pouco frequente, senão quase impossível, ver um artista que não seja de renome a ter alguma aparição nas cadeias televisivas sem estar a residir em Luanda. Com isso, quero dizer que Luanda dispõe de mais meios nos quais os artistas podem apoiar-se para atingir patamares mais altos e serem cada vez mais reconhecidos pelo seu trabalho”, salientou o rapper.

Relembramos-te que a BANTUMEN disponibiliza todo o tipo de conteúdos multimédia, através de várias plataformas online. Podes ouvir os nossos podcasts através do Soundcloud, Itunes ou Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis através do nosso canal de YouTube.

Sabias que com a tua contribuição podes ajudar a BANTUMEN a crescer? O nosso objetivo é criar uma narrativa de empoderamento da comunidade negra lusófona e tu podes fazer parte deste processo. Inscreve-te no Patreon e faz a tua parte! Lembra-te da filosofia Ubuntu: “eu sou porque nós somos”.

Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".