Make Believe 2020 é o nome do concurso organizado entre as marcas africanas The Folklore e Orange Culture, onde Jurema Ramos, está a participar. Com a coleção Boys Erased, a designer de moda angolana está “à caça de votos” para levar o prémio para casa.

Nascida em Moscovo mas com o sangue angolano a correr-lhe nas veias, além de designer de moda, Jurema é arquiteta e directora criativa de formação e ilustradora digital por paixão.

O seu percurso dentro da criação de moda começou quando, com 13 anos, conheceu a estilista conterrânea Zholla Thomas, e decidiu começar a fazer alguns croquis.

“Quando completei 18 anos, a desabrochar para a vida, apresentaram-me ao Valdo Oliveira, com o intuito de tornar-me modelo e, por obra do destino, sem nada prever então, levei comigo o meu portfólio, mostrei-lhe e no mesmo ano participei pela primeira vez do Angola Fashion Week”, disse Jurema.

No seu currículo, já teve a oportunidade de colaborar com figuras de destaque em Angola, como o estilista Marius Lopes, Hadja Models e La Atitude.

A designer de moda também teve a possibilidade de estagiar em marcas de grande prestígio como Paco Rabanne, Chanel (área de marketing), Carven, em alta costura da Elie Saab, entre outras.

“Todas estas oportunidades surgiram “do correr à trás” e de anos de
estudo e aprimoramento profissional e como ser humano. Quando se tem a certeza interior de que estamos no caminho certo, nada, nem ninguém, podem ser mais forte que nós mesmos. Afinal, nada cai do céu”, frisou Jurema Ramos.

Com a sua marca, a Reverse K, Ramos pretende transformar as experiências em motivos de celebração, não menosprezando a sua identidade, a transmissão de valores culturais e inclusão social. A ambição é tornar o emblema numa marca angolana de “pronto a vestir” de referência, em Angola e além fronteiras.

“Queremos valorizar o nosso ego africano. Queremos dar voz à nossa identidade. Queremos nos identificar com a nossa própria identidade”, acrescentou a designer.

The Folklore é uma loja online sediada na big apple, Nova Iorque, que faz distribuição de marcas luxuosas e designers em ascensão em África.

O seu papel na divulgação, promoção e venda da moda feita por africanos já chamou a atenção da revista Vogue Business, que caracterizou a loja como “uma nova geração de retalhistas de comércio eletrónico que quer globalizar a moda africana”.

Fruto de uma parceria entre a Orange Mentorship da Nigéria, a Folklore lançou a concurso “Make Believe”, que oferece uma oportunidade para designers africanos e residentes no continente de ganharem um ano de mentoria com o fundador da Orange Culture, o designer nigeriano Adebayo Oke-Lawal.

O vencedor do concurso receberá prémios como um artigo digital na revista Nataal e uma bolsa de estudo para produzir três das suas criações, que serão vendidas exclusivamente na loja online Folklore.

Para votar em Jurema e fazer com que conquiste o prémio, basta clicar aqui.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".