3000Kilo é um rapper luso cabo-verdiano que tem estado “na boca do mundo” por conta de alguns beefs recentes, mas a consistência do seu trabalho vai, muito provavelmente, ser o tema principal do movimento hip hop tuga nos próximos tempos.

Nascido em Braga, onde viveu poucos meses, 3000Kilo passou os seis primeiros anos da sua vida com o pai na Praia, capital de Cabo Verde, e rumou entretanto para Brockton, nos EUA. A viver com a mãe e a família, o rapper, na flor da adolescência, 19 anos, acabou por ser deportado para Portugal. As ruas e o tráfico falaram mais alto naquela cidade de cerca de 100 mil habitantes, dos quais um quarto é de origem cabo-verdiana. Afinal, Brockton, em Massachussets, é a terceira cidade mais violenta daquele estado, com uma taxa de crimes per capita de 10,81, de acordo com as estatísticas fornecidas pelo FBI relativas a 2016.

De nome próprio Kiki, herança do pai, ex-jogador do Futebol Clube do Porto, de 1989 a 1992, o cognome 3000kilo surge, naturalmente, na sequência da sua vida marginal.

Com um ego imensurável, 3000Kilo explicou ao WorldStarTuga que faz música para bandidos, mas tem consciência que a maioria dos seus ouvintes são jovens estudantes.

Apesar de, nas redes sociais, transmitir que é “um verdadeiro homem das ruas que lutou e agora está numa vida boa de celebridade”, como o próprio diz, o rapper tem noção que a mensagem mais importante a retirar da sua experiência pessoal é a de superação. “Quero influenciar os jovens a não terem medo de estar na boca do mundo. Quero mostrar que existem sim bandidos de verdade, mas que usam o poder deles para ajudar quem precisa, que fazem o bem.”

Na sua discografia, o último trabalho lançado data de há pouco mais de uma semana. “Intro” foi produzido por Ice Cold, que tem ajudado na construção artística de 3000Kilo, e já conta com mais de 100 mil visualizações.

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