Kimpa Vita foi uma profetisa e líder política do Reino Congo que nasceu em 1684 e lutou contra a escravatura. Em sua homenagem, o Laboratório de Crítica e Curadoria (LabCC), em parceria com o Espaço Luanda Arte “ ELA”, lançou a residência artística e intervenção urbana “Kimpa 21”.

O nome do projeto surgiu no sentido de redescobrir neste século XXI o legado deixado pela profetisa e líder do século XVII. A residência receberá mensalmente uma mulher artista, que exibirá a sua performance artística e cultural. A primeira participação será de Yola Balanga, artista visual e performer.

A residência “Kimpa21” conta com um programa dinâmico com agendas de pesquisa e reflexão, numa óptica ativista e da micropolítica, debates, workshops, colaboraçõ­es, apresentações e terá primordialmente uma intervenção urbana. A iniciativa é financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, através do seu fundo de mobilidade, que foi convertido numa residência para contornar o encerramento das fronteiras por conta da pandemia de covid-19.

Yola Balanga, nascida em Luanda, onde reside e trabalha, é artista visual e performer, licenciada em Artes Visuais e Plásticas, pelo Instituto Superior de Artes (ISART). Como uma linguagem mais ligada ao corpo feminino como um sistema de símbolos, voltou-se para Performance Art, linguagem assumida como sendo “o meio perfeito para reivindicar e acima de tudo transcender navegando em várias linguagens por intermédio da performance”.

O Laboratório de Crítica e Curadoria (LabCC) é uma plataforma de partilha, pesquisa e experimentação em curadoria e crítica de arte, com o foco na criação de um sistema de pensamento e reflexão na cena artística.

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