Joelson Missula, intérprete e compositor angolano, nasceu há 28 anos, em Luanda. Embora, formando em Administração Pública, dedica a maior parte do seu tempo à carreira musical. Considera-se um artista que gosta de estar em palco para proporcionar boa música acústica às pessoas.

O gosto pela música surgiu em criança, quando a sua avó o levava aos cultos da Igreja Católica. Afirma ser cantor de Jazz e R&B, embora também goste de se aventurar pelo Semba, Massemba, Rebita, Kilapanga e Guetto Zouk.

Em outubro, Missula disponibilizou o seu primeiro single nas plataformas digitais. A música, um guetto zouk, intitula-se “Amor Volta” e é sobre ela que conversamos com Joelson Missula.

De quem é a letra e a produção da música?

A letra e a composição são da minha autoria. A produção conta com as impressões digitais dos jovens Milton e Nelox, dois promissores produtores do mercado musical angolano. Desde já, agradeço-os pelo excelente trabalho de produção.

O que te levou a escrever esse guetto zouk?

O dia-a-dia inspirou-me a compor. E cantei essa música no estilo Guetto Zouk por ser um tipo de música que ultimamente o grande público angolano, lusófono e o resto do mundo tem estado a consumir. E dessa forma, a mensagem que pretendo transmitir será facilmente percebida e alcançará um público maior.

Que mensagens pretendes transmitir com essa música?

A música traz-nos uma história fictícia que se baseia nas vivências de muitos casais angolanos e não só. O single reflecte a súplica de um homem apaixonado que, por conta do trabalho, deixou de conversar e  prestar a devida atenção à esposa, e que em determinada altura da relação começou a lamentar pela ausência da sua amada e clama pelo seu regresso ao lar.

Escreveste essa música com que objectivo?

Escrevi essa música com objectivo de chamar a atenção da sociedade, sobretudo os jovens, sobre a necessidade do diálogo constante. Muitas vezes, o que se precisa para consertar uma relação, seja ela qual for, é apenas um bom diálogo.

Quais são os projectos que tens em carteira?

Em carteira tenho um projecto musical com a cantora Aylasa. E estou a trabalhar afincadamente para nas plataformas digitais disponibilizar as músicas inéditas intituladas “Sim” e “Palmatória”.

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