Tudo começou quando, a 11 de Agosto de 1973, no Bronx, em Nova Iorque (EUA), aconteceu uma festa de aniversário. Não foi uma festa qualquer, trata-se da que muitos consideram ter sido a manifestação original do que ficou conhecido como Hip Hop, uma “block-party”.

A origem da palavra Hip Hop é incerta. Muitos relacionam com antigas gírias das periferias da costa leste dos EUA.

Kool Herc, que carrega o título de pai desta cultura, é um imigrante jamaicano que levou consigo para os EUA diversos elementos da cultura Sound System. Outros ritmos da música negra daquela época, como o soul, também foram extremamente importantes para o início do hip hop.

A cultura negra é a base da origem do movimento, seja com o resgate da percussão, tão comum às manifestações culturais africanas, proibida por um período na sua terra natal, ou com o MC como fio de continuidade dos griots, mestres da oralidade. Por isso o Hip Hop é parte integrante, e em evolução, da cultura negra.

O movimento tem apenas 47 anos, o que é relativamente recente. Porém, sua influência no mundo é gigantesca, sendo responsável por elevar a autoestima da juventude periférica, principalmente não-branca. Um dos seus produtos, o rap, é considerado por pesquisadores o ritmo mais ouvido e influente no mundo. Está presente em diversos países, abrindo caminhos para setores marginalizados da sociedade através da cultura.

Apesar da constante mercantilização dos seus elementos, que leva à separação destes, o Hip Hop renova-se constantemente, mostrando uma incrível capacidade de opor-se à indústria cultural tradicional e fazer trabalhar mentes e corações até então desacreditados.

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