Departure é o nome da exposição da Galeria Jean Claude Maier, que apresenta o trabalho de dez artistas contemporâneos, incluindo a fotógrafa Alice Marcelino e o artista plástico Januário, que é também o curador do certame artístico. A exposição, que centra-se nas questões mais atuais da pandemia que o mundo vive e as suas restrições, decorre em Lisboa até ao dia 10 de dezembro.

Com o objetivo de apoiar e expandir o envolvimento do público na arte contemporânea, o galerista Jean Claude Maier e Christopher Jones juntaram-se e decidiram tornar viável a realização desta exposição com a tutela do artista multidisciplinar angolano, Januário Jano.

A exposição reúne dez nomes de artistas internacionais como Alice Marcelino, Anna Perach, Glies Thackway, Henrique Lázaro, Jaime Welsh, Lorena Gutiérrez, Olga Ullmann, Rafael Pérez Evans, Rebeca Romer e Januário Jano, que apresentaram as suas obras também no evento Lisbon Art Weekend – 2020.

Januário Jano é um artista angolano que vive e trabalha entre Londres, Lisboa e Luanda. Licenciado em Belas Artes pela Universidade Goldsmiths, Jano tem visto o seu trabalho ser exibido internacionalmente, fazendo parte de coleções públicas e privadas.

Tambén nascida em Luanda, Alice Marcelino mudou-se para Portugal muito jovem, onde cresceu e viveu grande parte da sua vida. Experimentou e explorou diversas formas de arte, da dança ao teatro, até descobrir e adotar a fotografia como principal forma de expressão. As suas imagens refletem o seu interesse especial por histórias individuais, explorando conceitos de identidade e subculturas, e o seu significado neste mundo globalizado.

Galeria Jean Claude Maier é o espaço de arte contemporânea localizada naquela que ultimamente tem sido chamada como a capital da moda na Alemanha, Frankfurt.

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Carrego a cultura kimbundu nas veias. A minha angolanidade está presente a cada palavra proferida. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O meu mantra é "o conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, portanto, não seja recluso da ignorância".