Morreu El Pibe. Maradona sofreu paragem cardiorespiratoria

Morreu um dos maiores ícones de sempre do futebol. Diego Maradona sofreu uma paragem cardiorespiratória, na sua residência, em Tigre, Argentina, de acordo com o jornal Clarín.

Aos 60 anos, o jogador sofreu uma cirurgia no início de novembro, para drenar uma hemorragia no cérebro, e recebeu alta oitos dias. Apesar de se tratar de uma cirurgia simples, o médico Leopoldo Luque afirmou que a condição de saúde de Maradona era preocupante.

A Argentina já confirmou que fará um luto nacional de três dias em honra de El Pibe, como era chamado.

O ex-jogador argentino teve uma vida de glória mas manchada também por vários escândalos, principalmente ligados ao consumo de drogas.

Campeão do mundo de 1986, aquele campeonato ficou eternizado com o aclamado e criticado golo “mão de Deus”, por Maradona nos quartos de final contra a Inglaterra.

Na sua autobiografia intitulada Yo Soy Diego, o jogador revelou que foi em Catalunha que começou o seu relacionamento com as drogas. Em 91 quando ainda jogava pelo Napoli, o seu exame antidoping no jogo contra o Bari de Itália acusou positivo para cocaína.

Diego Armando Maradona nasceu a 30 de outubro de 1960 em Lanús, na província de Buenos Aires, e era técnico do Gimnasia y Esgrima, um pequeno time argentino.

O craque cresceu em Villa Fiorito, um bairro muito pobre da periferia de Buenos Aires e começou a sua carreira no Argentinos Juniors, clube em que se destacou com apenas 15 anos.

Maradona atuou entre 1976 e 1981 no Argentinos Juniors, fez 116 golos em 166 partidas e foi transferido para o Boca Juniors, onde ficou apenas uma temporada. Passou ainda pelo Barcelona, Napoli, Sevilha, Newell’s Old Boys e voltou a vestir a camisola do Boca Juniores, a última da sua carreira. 25 de outubro de 1997, cinco dias antes de seu 37.º aniversário Maradona pendurava as chuteiras.

Um dos maiores jogadores da história do futebol mundial, ao lado de Pelé, o craque argentino disputou 676 jogos e marcou 345 golos em 21 anos de carreira na seleção argentina e em clubes. 

Maradona deixa três filhas (Dalma, Gianinna e Jana) e dois filhos (Diego e Diego Fernando).

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Bruno Dinis

Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.