O primeiro-ministro cabo-verdiano integra uma lista de mais de oito centenas de palestrantes de todo o mundo na edição 2020 da Web Summit, que começa esta quarta-feira em Portugal, sendo o primeiro líder político dos PALOP a fazê-lo nesta condição.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, no Mindelo, Ulisses Correia e Silva considerou que se trata de uma participação “muito importante” para Cabo Verde, principalmente “pelas portas que se vão abrir” para que jovens‘start-ups cabo-verdianas possam ter visibilidade e estar na “maior montra tecnológica do mundo”.

Certo é que a edição deste ano da Web Summit, tido como o mais importante evento tecnológico do mundo, que decorre entre 2 e 4 de dezembro, vai ser totalmente ‘online’, daí a participação de Cabo Verde “constar, essencialmente,” de uma comunicação de Ulisses Correia e Silva, já gravada, e em que vai, sintetizou, “pontualizar as principais realizações de Cabo Verde” no âmbito da economia digital.

Na sua comunicação, o primeiro-ministro vai abordar o posicionamento de Cabo Verde na Web Summit, ano passado com a presença de dez ‘start-up’, lembrou, o que permitiu contactos e conhecimentos de outras realidades.

Ulisses Correia e Silva vai ainda falar à cimeira sobre “o Cabo Verde Digital”, ou seja, aquilo que tem sido desenvolvido pelo Governo, enquanto programa que tem várias vertentes, entre elas, precisou, a educação digital para todos, as infra-estruturas, o desenvolvimento de condições de ecossistema de financiamento, fiscal favorável ao desenvolvimento do empreendedorismo nessa área, entre outros.

O objectivo final, pontuou o chefe do Governo, é posicionar Cabo Verde como uma “grande referência” na economia digital mundial, trilho que o País continua a perseguir, baseado no posicionamento do arquipélago em África, a localização e a estabilidade.

“São condições que garantem segurança para aqueles que nos visitam e previsibilidade para aqueles que fazem investimentos”, sintetizou Correia e Silva, até porque, continuou, trata-se de um sector que não depende de infra-estruturas físicas, para além daquilo que são as telecomunicações e a Internet.

“Esta é a grande oferta que Cabo Verde coloca à disposição daqueles que querem investir e exportar serviços a partir do nosso País para o resto do mundo, permitindo depois um bom posicionamento para os nossos jovens e investidores ‘start-up’, isto porque hoje se pode produzir aqui em Cabo Verde e transportar via digital para qualquer parte do mundo”, finalizou.

A Web Summit vai reunir um vasto elenco de nomes ligados a diferentes áreas tecnológicas, em três dias, entre eles, nas cabeças de cartaz, Jimmy Wales, o fundador da Wikipedia, Brad Smith, presidente da Microsoft, Eric Yuan, fundador do Zoom, e Laing Hua, da Huawei, Siyabulela Mandela, neto de Nelson Mandela, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia e José Mourinho, treinador de futebol.

A Web Summit conta receber cerca de 100.000 participantes ‘online’ na sua plataforma de conferência digital, enquanto evento que reúne o melhor da indústria de tecnologia global, para, durante três dias, promover ‘networking’, ‘masterclasses’ informativas e mesas redondas inovadoras, entre milhares de líderes de tecnologia, entre outras grandes figuras mundiais em diversas áreas.

Mesmo em formato digital, Lisboa (Portugal) continua a ser a casa – pelo menos até 2028 – deste evento tecnológico, segundo promessa do co-fundador da Web Summit, Paddy Cosgrave, à imprensa portuguesa.

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