NBA suspende teste de canábis na próxima temporada

A National Basketball Association (NBA) e o seu sindicato de jogadores concordaram que os jogadores serão testados para substâncias que aumentam o desempenho, mas não para substâncias recreativas como a canábis, na temporada 2019-20.

A NBA suspendeu a sua temporada por conta da pandemia e a liga e o sindicato estão a finalizar os detalhes da retomada, que inclui um retiro de três meses na Disney World, na Flórida.

Na segunda-feira passada, a liga também retirou a suspensão a Malik Monk, um jogador do Hornets, suspenso indefinidamente no início da temporada por violar a política da NBA sobre o uso de drogas.

Embora a NFL e a MLB não suspendam mais os seus jogadores por consumirem canábis, o seu uso na NBA é regularmente assunto na barra dos tribunais. Em 2018, Michele Roberts, presidente do sindicato dos jogadores, disse que a liga estava a “explorar” isenções médicas para os jogadores da NBA usarem canábis medicinal. Na época, Jeff Sessions era procurador-geral dos Estados Unidos, e Michele Roberts temia a prisão de jogadores em aeroportos a pedido do procurador.

De acordo com o acordo coletivo da liga entre a NBA e a NBPA, os jogadores que apresentarem resultados positivos para drogas que melhoram o desempenho serão suspensos por 25 jogos na primeira infração, 55 jogos na segunda infração e serão banidos da liga por um mínimo de dois anos por uma terceira violação.

No caso das substâncias recreativas, as penalidades até agora têm sido de um estágio para a primeira infração, multa de 25 mil dólares para a segunda e cinco jogos de suspensão para a terceira. Quaisquer ofensas adicionais adicionam cinco jogos de suspensão à penalidade anterior.

Os jogadores podem ser obrigados a fazer o teste de drogas até quatro vezes por temporada.

No ano passado, o comissário Adam Silver pronunciou-se acerca deste assunto, dizendo que a sua preocupação era o vício, bem-estar mental e o uso na temporada. Este ano, Silver mantém-se cauteloso em alterar a sua postura e sobre como a medida seria interpretada pelo jovens fãs da NBA.

“Quando mudamos a política temos de ser muito cuidadosos porque estamos claramente a enviar uma mensagem aos jovens. Assim como o álcool, temos de ensinar os jovens a usar uma substância de maneira adequada e responsável para que ela não sobrecarregue a sua vida”, disse Adam.

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Bruno Dinis

Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.