O Festival Internacional de Arte Pública (FAP), realizado anualmente em Cabo Verde, no bairro da Achada Grande Frente, vai arrancar a 3 de janeiro de 2021, com o grafiteiro brasileiro Alexandre Keto, anunciou a organização.

Em declarações à Inforpress, para falar do evento promovido pelo projecto Xalabas, a coordenadora, Mariangela Fornuto, explicou que o festival vai ter uma duração de um mês e que funciona como uma residência artística, acolhendo desta feita 15 artistas nacionais e internacionais, que irão trabalhar e residir no bairro de Achada Grande Frente.

“O festival era para ser realizado em 2020, mas foi adiado devido à Covid-19. Vai assim ser concretizado em 2021, sendo que o arranque contará com a presença do brasileiro Alexandre Keto, artistas da comunidade dos Rebelados, Bento Oliveira, Tchalé Figueira, Gilda Barros e outros”, disse, revelando ainda que faz parte do festival a edição de um ciclo de workshops.

O festival, realçou aquela responsável, vai ser realizado com a adequação das actividades às condições e necessidades de segurança, com uma duração maior que permitirá uma programação menos intensiva de eventos e a presença mais gradual de artistas nacionais e internacionais.

“Foi pensado como espaço de encontro, de troca, de relacionamento entre pessoas, entre artistas, entre artistas e habitantes, entre partes da cidade, como um espaço de reflexão, de provocação, questionamento, onde se reivindica a função social e urbanística da arte, a arte pública como intervenção”, explica.

O projeto Xalabas, desenvolvido pela ONG Africa 70, em parceria com a Associação Pilorinhu e co-financiado pela União Europeia, implementou de 2017 a 2019 um programa de arte urbana, baseado em residências artísticas, onde artistas de renome internacional foram convidados para deixarem uma obra no espaço público, resultante da interacção com os moradores e com artistas locais.

Participaram no programa e passaram pelo bairro de Achada Grande Frente artistas como Nemo’s (IT), Paula Plim (BR), Finok (BR-ES), Ananda Nahú (BR), Falko One (SA), Bankslave (KE), Dreph (GH-GB), Vhils (PT).

Durante o festival serão realizadas obras de arte individuais e colectivas, conversas abertas e debates, atividades complementares (exposições, visitas guiadas, performance) e quando possível, os artistas irão também realizar oficinas/workshops em benefício de outros artistas e da população interessada.

A curadoria do FAP é do artista e antropólogo Lorenzo Bordonaro, em colaboração com o sociólogo Redy Wilson Lima.

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