Egipto2021: Nações africanas à procura de um lugar ao sol no Mundial de Andebol

Honra seja feita ao Egipto, país africano que acolhe a vigésima sétima edição do campeonato do mundo de andebol, que decorre de 13 a 31 do presente mês e concentra as melhores equipas do globo.

A competição decorre de dois em dois anos (desde 1993) e a Federação Internacional de Andebol e o Comité Organizador do Egipto uniram esforços e trataram de todos os preparativos necessários para receber a mais importante prova da modalidade. 

Não é por acaso que o Egipto foi escolhido como o país anfitrião desta competição, pois tem uma longa tradição histórica de andebol e em 1999 também recebeu o mesmo evento. 

Em 2005, outro país do norte de África organizou o Mundial de Andebol, igualando a melhor classificação de sempre de qualquer equipa africana neste evento: falamos de um tão honroso quanto excelente 4.º lugar para a seleção da Tunísia.

Este ano, o campeonato despertou alguma curiosidade, tendo em conta que concentra, pela primeira vez, 32 seleções de todo o mundo. Nesse lote de selecionados, sete são países africanos.

As federações africanas que integram a lista de equipas em competição, além do país anfitrião (Egipto), automaticamente qualificado, são as seis seleções melhor qualificadas no último Campeonato das Nações Africanas de Andebol 2020, que decorreu, precisamente, há um ano na Tunísia. Estamos a falar de seis países com experiências e histórias diferentes na competição: Tunísia, Argélia, Angola, Cabo Verde, Marrocos e República Democrática do Congo.

É de salientar que, a maioria das seleções acima mencionadas estão entre as menos cotadas do ranking, que é liderado pelas seleções europeias.

A Tunísia é uma das equipas mais fortes de África nesta modalidade. Atual vice-campeã africana e esta será a sua 14ª presença em Campeonatos do Mundo.

A Argélia é a terceira classificada do Campeonato das Nações Africanas, soma a sua 14ª participação, tal como a Tunísia, em Campeonatos do Mundo. O seu melhor registo é um 13.º lugar, em 2001.

Angola está no top 4 das equipas africanas. Irá participar pela 4ª vez na competição. Os “Palancas Negras” têm condições para alcançar a sua melhor classificação de sempre, que actualmente é um 20.º lugar.

Cabo Verde alcançou um honroso quinto lugar no Campeonato Africano, que garantiu aos “Tubarões Azuis” o passaporte para a estreia na elite das seleções mundiais.

Marrocos alcança a sua sexta participação num Campeonato do Mundo. Muitos dos seus jogadores atuam em equipas francesas, num dos campeonatos mais competitivos a nível europeu.

A República Democrática do Congo, a par de Cabo Verde, é uma das seleções estreantes e vê nesta participação uma excelente oportunidade para mostrar o crescimento do andebol no seu país.

Destes sete países, o Egipto é indubitavelmente o mais experiente e com melhores horizontes de resultados desportivos na competição.

A expectativa está elevada para a disputa do troféu nestes próximos dias. O habitual poderio das equipas europeias irá contrastar com algumas seleções estreantes como R.D. Congo, Cabo Verde ou Uruguai, no entanto, os vencedores podem também ser as seleções que não auguram os pódios e medalhas, sendo que a participação num evento de dimensão mundial como este poderá despontar um maior interesse e prática desportiva sustentada nesses países africanos, bem como o investimento em políticas desportivas efetivas para o seu desenvolvimento.

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Maria Barbosa

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