Bruno Candé

Assassino de Bruno Candé acusado de homicídio qualificado motivado por racismo

O português de 76 anos que assassinou a tiro Bruno Candé Marques, no dia 25 de junho de 2020, foi acusado pelo Ministério Público de Loures pelo crime de homicídio qualificado, agravado por ódio racial.

No despacho de acusação, tornado público nesta terça-feira pelo Jornal Público, o Ministério Público de Loures sustenta que Evaristo Marinho proferiu expressões racistas antes de alvejar mortalmente o ator.

“Fui à cona da tua mãe e daquelas pretas todas! Aquelas merdas! Eu violei lá a tua mãe! E o teu pai também! Anda cá que levas com a bengala! Preto de merda! Eu mato-te!”, foram algumas das frases que testemunhas relataram.

Embora o despacho de acusação não o mencione, o jornal Público escreve que o arguido declarou à Polícia Judiciária e, mais tarde, ao MP, ter sido o autor do crime, embora tenha negado a motivação de racismo.

Os indícios recolhidos pela investigação permitiram ao Ministério Público concluir que tudo começou a 22 de julho, dia em que a cadela de Candé terá ladrado a Evaristo Marinho. Desagradado com a situação, em plena Avenida de Moscavide, os dois homens envolveram-se, então, numa troca de insultos. O idoso terá ainda tentado agredir o ator mas ambos foram afastados por um transeunte. Não se dando por satisfeito, Marinho andou com uma pistola no bolso durante três dias enquanto procurava por Bruno Candé na Avenida de Moscavide para cumprir a promessa de o matar. Pelas 13.20 horas do dia 25, o idoso avistou o ator sentado no muro de um canteiro, retirou a Walter PP que tinha comprado há mais de 20 anos, e que foi alegadamente roubada na PSP nos anos 1990, empunhou-a e disparou um primeiro tiro em direção a Candé. Este caiu de imediato, Evaristo aproximou-se da vítima e efetuou mais quatro disparos. Todos atingiram o corpo do ator, que morreu no local.

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