Rafiki, Netflix | DR

Cinco filmes de produção africana para passar o dia de S. Valentim

Devido às restrições sociais por conta da pandemia, os encontros românticos neste dia de São Valentim não são mais o que costumavam ser. Com o amor e a COVID-19 no ar, estamos aqui para ajudar a aproveitar o resto dia da melhor forma possível.

Se ficar em casa foi a única opção possível, fizemos uma lista de cinco filmes românticos africanos, lançados nos últimos três anos, para ver a solo ou com a tua cara metade.

As nossas escolhas recaíram em ofertas da plataforma de streaming Netflix, que nos últimos anos tem apostado forte em títulos africanos de origem.

Namaste Wahala (2021)


Disponivel desde este 14 de fevereiro na Netflix, o filme é resultado de um casamento entre dois mercados cinematográficos em ascensão a nível global, Nollywood, da Nigéria, e Bollywood, da Índia.

Traduzido livremente em português para “Olá Problema”, o filme dirigido por Hamisha Daryani Ahuja vem carregado cenas de romance, drama e, claro, números musicais ao estilo de Bollywood.

Atlantics (2019)


O longa-metragem do Senegal, dirigido por Mati Diop, é uma história de amor “fantasma”, sobre Ada (Mame Bineta Sane) e Souleiman (Ibrahima Traoré), um jovem casal senegalês separado quando decidem fazer a travessia de barco para a Europa em busca de uma vida melhor. Ele não sobreviveu à viagem. Ada está noiva de outro homem na ausência de Souleiman, mas assombrada pelo fantasma do seu verdadeiro amor não consegue dar um futuro à sua atual relação.

Rafiki (2018)


Por retratar uma história LGBTQ+, este filme foi proibido no Quénia, terra natal da realizadora Wanuri Kahiu. Com as autoridades daquele país ao facto de este ter sido o primeiro filme do país a competir no festival Internacional de Cinema de Cannes, Rafiki apresenta-se como uma história convincente do despertar sexual entre duas jovens quenianas. Mesmo filhas de famílias rivais, Kena e Ziki começam a viver uma intensa paixão, desafiando as leis do país, que criminalizam a relação homossexual.

Catching Feelings (2017)


Catching Feelings é um drama romântico enganosamente leve, estrelado por Pearl Assimi, Kagiso Lediga e Akin Omotoso. Entre as tensões do casamento, um professor de Johanesburgo e a sua esposa jornalista têm as suas vidas ainda mais complicadas quando um escritor mais velho e amoroso se muda para a casa do casal.

Por trás das paixões tempestuosas, o genuinamente delicioso Catching Feelings, consegue abordar também a dinâmica racial na África do Sul pós-apartheid.

Isoken (2017)


Isoken, personagem interpretado por Dakore Akande, embora tenha o que parece ser uma vida perfeita, bem-sucedida e cercada por familiares e amigos – é solteira aos 34 anos, o que, numa cultura obcecada pelo casamento, é motivo de preocupação séria por parte da família.

As coisas chegam ao seu pico no casamento da irmã mais nova, quando a mãe dominadora a empurra para Osaze, um homem bem sucedido e de uma “boa família”, fazendo dele o ideal para o marido nigeriano. Mas numa inesperada reviravolta, Isoken conhece Kevin, por quem se apaixona. O problema é que, além dele não pertencer ao seu grupo étnico, Edo é caucasiano.

Isoken é um drama romântico que explora expectativas culturais, estereótipos raciais e os laços que unem as famílias de uma forma comovente, dramática e cómica.

Este filme nigeriano foi escrito e dirigido por Jadesola Osiberu e, além de Dakore Akande, Joseph Benjamin e Marc Rhys também integram o elenco principal desta longa metragem.

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TRABALHO DE PRETO
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Mauro Aghuas

Pai de 2| Linux entusiasta| Fã de Cazuza | amante da cultura Hip-Hop e apaixonado por festivais de Rock em Angola