Angola sobe 14 posições na lista de países onde pessoas querem trabalhar e 60% dos angolanos quer ir para o estrangeiro

Angola subiu 14 posições na lista dos países onde as pessoas gostariam de trabalhar, com destaque para brasileiros e portugueses como os principais interessados. O país ocupa assim a 67ª posição, entre 196, de acordo com o jornal Mercado, que cita o estudo Global Talent Survey recentemente.

O estudo revela também que a vontade dos profissionais pelo mundo de trabalhar fora dos seus países de origem diminuiu, mas a mobilidade virtual cresceu, devido à influência das restrições e incertezas impostas pela pandemia.

A pesquisa faz referência ao ano de 2021 e resultou em três relatórios que analisaram a Preferência de Mobilidade (onde as pessoas preferem trabalhar), “O que as Pessoas Consideram Importante no Trabalho – Como as pessoas querem trabalhar”, e “As Respostas às Mudanças Ocorridas no Trabalho – Mudanças nas carreiras”.

Sobre o primeiro relatório, aponta que, em Angola, cerca de cinco mil participantes, 60%, manifestaram o interesse e a vontade de trabalhar no exterior, tendo como principais países de “sonho” Portugal, Canadá e os Estados Unidos da América. Este último, pela primeira vez em oito anos, perdeu o primeiro lugar, para o Canadá, revelando a inclinação das pessoas para países que têm feito um melhor trabalho no combate ao coronavirus.

Em Angola, a pesquisa contou com cerca de cinco mil participantes, dos quais 60% manifestou vontade de trabalhar no exterior tendo como principais países de interesse Portugal, Canadá e EUA, respectivamente.

O Global Talent Survey é uma pesquisa do mercado de trabalho a nível mundial e contou com a participação de 209 mil pessoas em 196 países. As pesquisas feitas em Angola também foram desenvolvidas pela Boston Consulting Group e The Network, contando com a parceria do Portal angolano de emprego Jobartis. Este ano, a COVID-19, a contratação remota internacional, a sustentabilidade, a diversidade e a inclusão foram as novas temáticas incluídas na pesquisa.

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Bruno Dinis

Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.