Moçambique
Mônica Francisco Imagem: Zô Guimarães/Folhapress

Moçambique no topo dos países com maior representação feminina no parlamento

No mundo da política, Moçambique é o grande vencedor a nível de representação feminina. A pérola do Índico ocupa o respeitável 19.º, à escala mundial, com 42,4% de mulheres no Parlamento. Apesar do resultado positivo, em 2014 o país posicionava-se em 14.º, o que significa uma queda da sua posição no estudo da ONU Mulheres, a entidade para a igualdade de género das Nações Unidas, em parceria com a União Interparlamentar.

Dentro da CPLP, no 22.º lugar da classificação está Portugal, com 40% de mulheres, e no 32.º Timor-Leste com 38,5%. Ocupando o 52.º está Angola com 29,6%. Já em 75.º está Cabo Verde com 19% e em 92.º São Tome e Príncipe, com 13%. O Brasil ocupa o 142.º lugar com 15,2% de mulheres no Congresso e 12,4% no Senado. Por último, está a Guiné-Bissau com 13,7% na posição 149. 

O estudo realizado indica que, em 193 estados no mundo, 9 mulheres são chefes de estado e 13 são líderes de governos, fazendo um total de 22 mulheres na liderança política a nível global. Moçambique e Portugal são os únicos dois países da CPLP que melhor posicionados estão, tendo mais de 40% do parlamento constituído por mulheres deputadas.

Dos 250 deputados que Moçambique tem, 106 são mulheres, o que significa 42,2%, acabando por ocupar o 19.º lugar da lista mundial de representação das mulheres políticas e Portugal ocupa do 23.º com 92 mulheres em 230 deputados.

Em 65.º lugar surge Angola, com 65 mulheres em 220 deputados, e Cabo Verde ocupa o 75.º lugar com 19 mulheres em 72 deputados, o que significa 29,6% e 26,9%, respetivamente.

A Guiné Bissau, no 149.º lugar com 13,7% de mulheres no parlamento e o Brasil com 15,2% ou 78 mulheres dos 513 deputados na Câmara Baixa. Com estas classificações, a nível dos falantes de português, Guiné e Brasil são os piores classificados da lista.

A nível mundial, o Ruanda é o melhor classificado, no primeiro lugar com 49 mulheres de 80 deputados, enquanto Cuba, que está no segundo lugar, tem 313 mulheres, num total de 586 deputados.

A diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, considera que o estudo aponta que há “um progresso, mas muito pequeno e muito lento”.

Na África Subsaariana, Mali e Níger tiveram ganhos significativos na representação feminina, apesar dos desafios de segurança. O estudo aponta essas nações provam que o papel das mulheres nos processos de transição é a chave para seu empoderamento político. 

A mais baixa proporção feminina no Parlamento é da região do Oriente Médio e Norte da África, com 17,8% em média. Com exceção da Nova Zelândia, o número de mulheres parlamentares no Pacífico permanece baixo ou nulo. 

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Bruno Dinis

Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.