Carla Prata

O público é o combustível para a arte de Carla Prata

Desde 2013 que Carla Prata se conecta com as pessoas, através da sua música. Na altura, fazia covers para o YouTube, desde então tem lançado faixas que se tornaram hits e EPs que fazem parte da rotina de muitos jovens.

A artista está mais focada que nunca, não perde nenhuma oportunidade para expressar o que sente e para contar a sua história. E foi com essa assertividade que Carla levou o seu mais recente single, “Certified Freak”, à plataforma alemã COLORS x Studios, tornando-se na quarta artista lusófona a “pisar” um dos palcos internacionais mais desejados da atualidade.

Conseguimos em dois dedos de conversa – respeitando as normas impostas pelas autoridades sanitárias – perceber qual é o foco de Carla e como o público a empurra a produzir mais. “Todos os dias vejo mais e mais fãs a aproximarem-se e a enviarem-me mensagens. Quanto mais pessoas eu toco com a minha música mais me sinto inspirada para continuar”, afirmou-nos a artista.

Carla não gosta de rótulos. Quer ser apenas livre e autêntica no que faz. Tem vontade de explorar mais, não se deixa ficar presa a nenhum estilo musical nem no que possam pensar dela. A Kizomba veio em primeiro lugar na sua vida, sem que a mesma tivesse intenções de ter o sucesso que teve tanto em Angola (de onde é originária) como no mercado português. Entretanto veio o Zouk e o Afro. As coisas foram-se alinhado musicalmente e tudo o que lançou depois da música “All Right” “foi uma consequência da demanda que a mesma trouxe”.

Contudo, foi depois de ter dado vida ao EP Roots (em português: raízes), que começou a seguir uma sonoridade mais autêntica. Foi aí que deu início à sua mudança, enquanto artista. Sentia-se livre para fazer o que quisesse, sem a necessidade e pressão de criar o que as pessoas queriam ouvir. “Roots foi feito para mim”.

“Certified Freak” acaba por ser o resultado da liberdade do último EP, que foi uma fusão afro dos estilos musicais naija, dancehall riddims com r&b. “Certified Freak” é um tema ousado, com uma linguagem sexy. E o seu conteúdo fez com que Carla Prata não tivesse receio de o lançar no COLORS. “A minha música é e sempre vai ser a minha realidade. Nunca vou ter medo de expressar isso. No dia que tiver, a minha arte estará morta. Literalmente, senti-me a realizar um dos meus sonhos. Foi uma grande honra fazer parte de um show tão incrível”.

Carla Prata informou-nos também que, apesar da pandemia, a sua criatividade tem estado intacta, e já tem um novo projeto a caminho, intitulado de Sex Tape, ainda sem data de lançamento.

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TRABALHO DE PRETO
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Wilds Gomes

Sou um tipo fora do vulgar, tal e qual o meu nome. Vivo num caos organizado entre o Ethos, Pathos e Logos - coisas que aprendi no curso de Comunicação e Jornalismo. Do Calulu de São Tomé a Cachupa de Cabo-Verde, tenho as raízes lusófonas bem vincadas. Sou tudo e um pouco, e de tudo escrevo, afinal tudo é possível quando se escreve.