A maioria dos gamers brasileiros são negros e mais de metade são mulheres

A Pesquisa Game Brasil realizou um estudo este ano e constatou que no perfil dos jogadores do ecossistema brasileiro, 50,3% se autodeclararam negros, o que contraria o imaginário colectivo, que assume que a atividade gamer é representada maioritariamente por brancos.

A PGB (Pesquisa Game Brasil) também diz que 49,7% seja, quase metade dos consumidores de jogos são de classe C, D, e E ou seja, classe baixa; e cerca de um terço dos gamers são provenientes de famílias de renda até 2.090 reais (376 dólares) e outro terço, até 4.180 reais (753 dólares).

A pesquisa aponta também que 60,8% dos que jogam em telemóveis inteligentes são também de classe C, D e E; 59% dos que usam consolas são de classe A e B e que 57,4% dos que preferem jogar no computador fazem parte da mesma classe.

Para este ano, os smartphones continuam no topo, sendo que 41,6% dos entrevistados preferem o dispositivo, enquanto que 25,8 dos gamers preferem as consolas.

72% dos brasileiros jogam videojogos e mais de metade são mulheres. Deste número, 45,4% fazem downloads de jogos gratuitos, 44,9% fazem a compra de jogos de vez em quando, sendo que em cada dez, somente um afirma que compra jogos frequentemente.

Na lista dos jogos, os de sobrevivência de multijogadores são os mais jogados, sendo que o Fortnite, PUBG e Free Fire são um dos títulos mais famosos e preferidos pelo público.

No ano passado, a mesma pesquisa tinha indicado que os telemóveis inteligentes são as plataformas mais usadas de todos os gêneros quando se trata de jogos online, isto devido ao fenómeno dos jogos free to play.

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Bruno Dinis

Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.