Estas são cinco músicas que marcaram Moçambique

O panorama da música moçambicana é cheio de diversidade. Desde a velha guarda, liderada por artistas como Xidiminguana, Dilon Djindji e António Marcos, à era moderna que sofreu forte influência dos artistas da label Bang Entretenimento, que criaram um novo estilo musical, o pandza. 

Contudo, não se ficou por aí. Há outros nomes a listar, como Mahel, Mc Roger, Ellex, Hernâni, Azagaia, entre outros, que produziram faixas que, hoje, quando tocadas, nos criam uma creta nostalgia melancólica sobre um tempo que não volta mais. Decidimos reunir algumas dessas músicas, cinco, sem ordem específica, que marcaram a pérola do Índico, a nível nacional. 

“La Famba Bicha” (A fila/bicha anda, em português) – Jeremias Nguenha

Este foi, com certeza, um hit quando hits ainda não eram hits. Lançada em 2001 no estilo de música ligeira moçambicana, esta obra é cantada em Changana, língua comumente falada no sul do país, onde Nguenha expressa a frustração de muitos moçambicanos com o nepotismo e corrupção que até hoje adoecem o país.

“Vamos Embora” – Ziqo

Lançada em 2008 e também cantada maioritariamente em changana, “vamos embora” virou um hino e todo o DJ que não o tocasse cometia uma espécie de pecado. “Ziqo, dança lá um bocado para mim” – frase dita antes do climax da música, era como um grito de guerra para as pessoas “partirem os ossos” nas pistas de dança, na altura. 

“Katlha” – DJ Damost

É notório como o povo moçambicano gosta de dançar – as músicas até aqui descritas mostram isso. Lançada há mais de uma década, “Katlha” é uma onomatopeia, ou seja, palavra que imita o som do abrir de uma garrafa. Este beat também tornou-se um hino de gravação obrigatória em todos CDs piratas.

“Xingomana” – Afro Madjaha

Esta música está numa linha temporal muito perto dos tempos de hoje, tendo sido lançada em 2014 e trouxe visibilidade ao Afro House moçambicano. Xingomana significa batuque e a música é um comando para que se toque tal instrumento, numa espécie de “solta o som DJ”.

“Toma Que Te Dou” – Zaida Chongo

Zaida foi, de longe, uma das cantoras mais icónicas do país, ao lado do seu então marido, Carlos Chongo, que era guitarrista e compositor. Toma que te dou estreou-se em 1997, mas vive como se tivesse sido lançada há poucos anos. 

A diversidade e qualidade da música moçambicana vai além destas cinco músicas, ao que esperamos trazer mais listas para mostrar o que o moçambicano pensa quando se fala de música com força para mover diferentes gerações.

Se tens outras músicas intemporais como referência, deixa nos comentários que outras faixas deviam compor esta lista.

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TRABALHO DE PRETO
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Velsoma Cumbana

Amante incurável de Jesus e consequentemente de todo o ser humano - ao menos tenta! Ama escrever e faz da comunicação, extensão de si mesma.