Nova Iorque: Obra de Malangatana leiloada pelo valor mais alto entre artistas PALOP

As obras dos artistas moçambicanos Bertina Lopes e Malangatana e do angolano António Ole, foram leiloadas na secção de leilão de Arte Africana Moderna e Contemporânea, pela casa londrina de leilões, Bonhams. O evento aconteceu nesta terça-feira, 4, em Nova Iorque.

Vendida por quase nove mil dólares, a obra de Malangatana, falecido artista moçambicano, atingiu o valor mais alto entre as restantes obras de artistas dos países africanos de língua oficial portuguesa. A pintura, tal como a maioria das obras plásticas do artista, “retrata as suas preocupações e lutas de pessoas comuns enquanto o seu país natal, Moçambique, lutava pela independência de Portugal”, lê-se na descrição elaborada pela leiloeira.

A obra, com as dimensões de 64,8 por 61,3 centímetros, foi feita com tinta a óleo e estava avaliada para ser vendida entre sete mil e dez mil dólares.

Na mesma secção, também foi leiloado o quadro “Sonho no Espaço”, de Bertina Lopes, por seis mil dólares. As projeções indicavam que poderia ser leiloado entre cinco e sete mil dólares.

“Sem título”, do angolano António Ole, de 1993, foi vendida por 5.100 dólares, estando avaliada de quatro mil a seis mil de dólares.

Já “Libertação dos Povos Negros”, de 1974, do falecido artista moçambicano Shikhani, acabou por não ser leiloado. A pintura foi executada quando o partido político, FRELIMO acabava de negociar com Portugal, um cessar-fogo que durava uma década em Moçambique. A obra foi adquirida por Guglielmo Riccitelli, no final da década de 70.

Além destes, também fizeram parte do catálogo os artistas Sam Nzima da África do Sul, Iba N’diaye do Senegal, Ouatarra Watts da Costa do Marfim, entre outros.

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BANTULOJA
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Bruno Dinis

Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.