6 músicas para celebrar o dia de África

25 de maio é a data em que, desde 1963, celebra-se África. A música é um dos maiores porta-estandarte da cultura diversa e profícua do continente e, por isso, criámos uma lista de várias canções contemporâneas que homenageiam o berço da humanidade. Sem qualquer ordem de importância, ficam aqui registadas cinco músicas de autoria de artistas oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa com o intuito de prestar tributo a África.

1 – África Minha – Plutónio feat. Bonga

Não se trata de uma simples música mas de um encontro entre duas gerações distintas, representadas pelo rapper luso-moçambicano Plutónio e Bonga, artista e nome maior da cultura angolana.

“África Minha” é um cruzamento entre o hip hop e os ritmos tradicionais africanos de língua oficial portuguesa. A música vagueia pelas histórias que marcaram África, num contexto geral, entrando também pelas riquezas naturais e culturais que o continente carrega.

“África Minha” é uma produção de Plutónio e faz parte do seu álbum Preto & Vermelho, lançado em 2016. O clipe foi filmado e editado por Johel Almeida e Sílvio Moreira da AfroDigital e tem a produção de GhettoSuperstars e AfroDigital.

2 – Jeune Afrique – Patche di Rima feat. Jalex

Cantada na voz do guineense Patche di Rima, “Jeune Afrique” é a música em que o cantor apela aos jovens africanos para trabalharem com responsabilidade, dedicação e transparência pela democracia, com o objetivo de tornar o continente num lugar melhor para todos.

“Jeune Afrique” de Patche di Rima tem a participação de Jalex e faz parte da coletânea Best of Patche Di Rima.

3 – Mãe África – Badoxa feat. Yasmine

“Mãe África” é uma música diferente para aquilo que Badoxa e Yasmine têm apresentado nos últimos anos. Lançada em 2019, este afrobeat é uma declaração amorosa que faz largos elogios ao continente e que mostra também a simplicidade e alegria do povo apesar das dificuldades que enfrenta.

4 – Filhas de África – As Gingas

É quase impossível celebrar África e não ouvir, cantar e dançar ao som do hino PALOP cantado pelas suas filhas. “Filhas de África” é um misto de ritmos africanos mas cantando em português para toda África. Na música, As Gingas de Angola exaltam o orgulho em ser filhas do continente berço, citando alguns países como forma de marcar a presença, com um coro simples e cativante.

“Filhas de África” já foi usada em inúmeras ocasiões importantes dentro do continente, como o Campeonato Africano das Nações. A música foi lançada em 2003 e faz parte do álbum Muenhu, lançado no mesmo ano.

5 – África Está Viva – C4 Pedro

C4 Pedro é conhecido também pela africanidade bem patente na sua voz e nas suas músicas. Em “África Está Viva”, o cantor inspirou-se no passado histórico africano perdido e reformatado. C4 Pedro considera fundamental ter sabedoria e a necessidade de saber resgatar as raízes, hábitos e costumes que nos foram passados pelos nossas ascendentes.

A música ocupa a quinta posição da lista de reprodução do álbum Bipolar – Lágrimas, lançado em julho de 2020.

6 – Kua Buaru – Calema feat. Soraia Ramos, Pérola e Manecas Costa

Calema, Soraia, Pérola e Manecas Costa reuniram sinergias e talento para cantar “Kua Buaru”, que ganha um sabor especial neste mês em que se celebra África. O tema é um convite para a celebração das nossas pequenas vitórias, da convicção que certamente os dias melhores já estão a caminho e que temos como fazer com que estes cheguem mais rápido. Ao ouvir “Kua Buaru” torna-se quase impossível não nos arrepiarmos com a forte carga emocional que a música e as vozes de Calema, Soraia, Pérola e Manecas transmitem. Além de ser uma união de nomes fortes da música africana em português, este pode ser um hino à união dos PALOP que partilham muito mais do que uma língua oficial.

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Bruno Dinis

Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.