O Fim do Mundo

O Fim do Mundo com 7 nomeações nos Prémios Sophia em edição que faz jus à diversidade do cinema português

A Academia Portuguesa de Cinema já revelou as nomeações para os prémios Sophia deste ano, com Mosquito a ser indicado em 13 categorias; Ordem Moral, de Paulo Branco, em dez, seguido de O Fim do Mundo, de Basil da Cunha, com sete.

Melhor Realização, Melhor Realização, Melhor Actor Principal, Melhor Actor Secundário, Melhor Direcção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Guarda-Roupa são as categorias onde O Fim do Mundo vai tentar conquistar um primeiro lugar, ao lado de películas como Listen, de Rodrigo Areias e que chegou a ser indicado para nomeação aos Óscares.

O Fim do Mundo conta a história de Spira, um rapaz que regressa ao bairro que o viu nascer, quase uma década depois de ter estado numa casa de correção. É uma história de amor, amizade, lealdade e sonhos que nos chega aos ecrãs pela mão do realizador luso-suiço Basil da Cunha. Depois da estreia em Locarno e da antestreia no Cinema São Jorge, Lisboa, a longa-metragem de Basil da Cunha foi merecedora do reconhecimento dos júris do festival IndieLisboa, ao atribuir-lhe o prémio de Melhor Longa-Metragem.

No que toca à diversidade nas nomeações, destacam-se também as indicações de Isabél Zuaa para Melhor Atriz, pelo seu papel em Um Animal Amarelo, de Filipe Bragança, que valeu-lhe a estatueta de Melhor Atriz no 48.º Festival de Gramado, no Brasil.

Em Melhor Curta-Metragem de Ficção, há também a destacar a nomeação de Nha Mila, um filme de Denise Fernandes, e que “inspira-se nas horas de escala condensadas em Lisboa a caminho de Cabo Verde, durante as quais é inevitável para muitos emigrantes procurar um eixo em torno do qual recompor pedaços de uma identidade muito complexa. O filme traça um percurso distante desse centro e leva-nos por um itinerário ausente da Lisboa representada habitualmente nos guias e brochuras”, explica a realizadora.

Sobre Mosquito, o filme com maior número de indicações aos prémios Sophia, foi produzido por Paulo Branco e estreou-se nos cinemas em março de 2020, ainda antes da pandemia da covid-19. A trama inspira-se numa história verídica do avô do realizador, passada em África, na Primeira Guerra Mundial. É protagonizado pelo ator João Nunes Monteiro, no papel de Zacarias, o jovem soldado português que, em 1917, deambula por África à procura do pelotão. O filme soma 13 nomeações para a décima edição dos Sophia.

Com dez nomeações surge uma outra longa-metragem de ficção inspirada em factos reais e também produzida por Paulo Branco: “Ordem Moral”, de Mário Barroso e com a atriz Maria de Medeiros, estreada em sala em setembro.

Este ano, o Prémio Sophia de Carreira será entregue à atriz Maria do Céu Guerra e ao ator Sinde Filipe.

Segundo a Academia Portuguesa de Cinema, este ano será atribuído, pela primeira vez, um prémio Sophia de Melhor Filme Europeu, que será escolhido “por um colégio de críticos e jornalistas de cinema”.

Além dos nomeados, foram ainda anunciados três outros prémios: O de Arte & Técnica para o livro “Projetar a Ordem: Cinema do Povo e Propaganda Salazarista 1935 — 1954”, de Maria do Carmo Piçarra, e uma menção honrosa para “Cinema Tivoli – Memórias da Avenida”, de Duarte Mayer e João Rodrigues.

O prémio de Melhor Cartaz foi para o filme “Faz-me companhia”, de Gonçalo Almeida, e o de Melhor ‘Trailer’ para Sebastião Varela, para o documentário “Zé Pedro Rock’n’Roll”.

Os prémios Sophia são uma iniciativa da Academia Portuguesa de Cinema e a cerimónia está marcada para 19 de setembro no Casino Estoril (Cascais), com transmissão televisiva na RTP2.

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