Flora Gomes | DR

Realizador guineense Flora Gomes recebe prémio da Universidade de Harvard

O Film Study Center da Universidade de Harvard, um centro norte-americano de realizadores que apoia o cinema de não-ficção independente e inovador, atribuiu ao realizador guineense Flora Gomes o Prémio McMillan-Stewart de Distinção em Cinema.

O realizador junta-se assim a uma vasta lista de laureados, como Abdellatif Kechiche, Ousmane Sembene, Souleymane Cissé, Moufida Tlatli, Rabah Ameur-Zaimeche, Gaston Kaboré, Mati Diop, Alain Gomis, Dieudo Hamadi, e mais recentemente Safi Faye.

Além da distinção, Flora Gomes vai receber um prémio monetário de dez mil dólares e um convite para passar uma semana na Universidade de Harvard entre o início de fevereiro e o fim de abril de 2022. Durante essa semana, terá lugar uma retrospectiva dos filmes do realizador no Harvard Film Archive, a cinemateca e arquivo cinematográfico da universidade, acompanhada de um conjunto de masterclasses para os alunos de licenciatura e de doutoramento. Todo o processo da viagem será assegurado pela instituição.

“O júri do comité McMillan-Stewart, composto por especialistas em cinema africano internos e externos à universidade, tanto académicos e curadores como colegas cineastas, foi completamente tomado pela criatividade formal e narrativa, invenção e intervenção política, do seu trabalho. A decisão foi unânime e sem nenhuma hesitação”, pudemos ler na carta enviada pela universidade.

O Prémio McMillan-Stewart de Distinção em Cinema (McMillan-Stewart Fellowship in Distinguished Filmmaking, em inglês) foi estabelecido no Film Study Center em 1997 na sequência de uma doação de Genevieve McMillan, em memória da amiga Reba Stewart, e é destinado a apoiar cineastas excepcionais, em particular aqueles originários de países africanos.

Flora Gomes nasceu Florentino Gomes, em 1949, na Guiné-Bissau. O cineasta é pioneiro do cinema local e um dos nomes maiores do cinema africano. O seu trabalho é reconhecido pela forma de traçar retratos africanos recorrendo ao mito e à história atual, numa fusão de elementos com delicada carga poética e forte sentido universal.

Na sua filmografia contam-se as películas O Regresso de Cabral (1976), Mortu Nega (1987), As Duas Faces da Guerra (2007) e República di Mininus (2013).

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