A Reframd cria óculos de sol adaptados aos narizes africanos

Cerca de 4,5 mil milhões de pessoas vêem mal no mundo, segundo um estudo da marca ocular Essilor. Estas 4,5 mil milhões de pessoas têm fisionomias diferentes mas a grande maioria dos óculos são projetados de acordo com características nasais caucasianas.

Como resultado, africanos e asiáticos (da zona sudeste do continente), que na sua maioria têm uma estrutura nasal baixa e larga, usam óculos inadequados. É exatamente esse problema que a Refrmd está a tentar resolver. Para já, a marca está a divulgar uma linha de óculos com um ajuste personalizado, de acordo com as medidas faciais de cada cliente. Mais tarde, a empresa pretende produzir também óculos graduados.

Embora os óculos e o software sejam desenvolvidos com foco na população afrodescendente, o algoritmo da empresa pode fazer com que os seus produtos se adequem a qualquer pessoa com qualquer perfil facial, afirma a marca.

Considerando os desperdícios ambientais, a Reframd produz todas as suas armações sob demanda – via online e com a possibilidade de testes – resultando em zero desperdício a nível de stock.

Com armações de nylon impressas em 3D e lentes de poliamida Zeiss, a marca desenvolveu quatro designs unisexo, Liptitika, Moni, Planga e Umoyo, que podem ser adquiridos em preto, cáqui, bordeaux e laranja. A salientar também que os óculos são resistentes às manchas, aos raios ultravioleta, ao contato com a pele e à prova de transpiração.

Ackeem Ngwenya e Shariff Vreugd fundaram a Refrmd em 2020 em Berlim, devido à frustração pessoal de não encontrar óculos adequados.

Ackeem Ngwenya (produto e estratégia) é um designer de produtos, com origens da África do Sul e Malawi, residente em Berlim, e Shariff Vreugd (marketing e desenvolvimento de negócios) trabalhou para várias startups em Berlim, com foco no desenvolvimento de negócios, e é originário do Suriname.

Hoje, a empresa está a divulgar uma campanha de crowdfunding com o objetivo de potencializar a marca junto dos consumidores e financiar a fase final de produção do produto, máquinas, bem como gastos com software.

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