Nha Nomi

“Nha Nomi” junta Buruntuma e Alice Costa

Há músicas que têm caras ou que podemos atribuir a certas pessoas? A pergunta é respondida no mais recente tema do DJ guineense Buruntuma em colaboração com a sua conterrânea Alice Costa.

Como bom storyteller que é, Buruntuma desta vez traz-nos a história de um som com várias caras, intitulado “Nha Nomi”, com a participação da mulher soldado Alice Costa, filha de pais guineenses: é vocalista da banda do Exército Português e da Orquestra Ligeira do Exército.

Numa vibe mais chill, em que se pode ouvir no carro, na discoteca ou em qualquer lado, mas mantendo sempre a essência que caracteriza Buruntuma, “Nha Nomi” é cantado em crioulo da Guiné-Bissau e em inglês, tornando o som mais internacional “mas com a nossa identidade ao mesmo tempo”, explica o artista.

Sobre a colaboração, a versatilidade de Alice Costa foi o que deixou Buruntuma encantado. “Ela tem uma grande voz, tanto podes ouvi-la cantar Fado, como Soul, Afro House, ou outros estilos. Na verdade, nem sei explicar bem. Só sei que quis fazer algo com ela. Logo no início da pandemia conseguimos ir para o estúdio. Espero que seja mais outro sucesso, porque estou a tentar fazer todo o tipo de música, mas dentro da minha cena”, acrescentou Buruntuma.

Depois de “The End” ter passado a meta de mais de um milhão de visualizações no YouTube, o DJ brindou aos fãs com “Salia”, cantado por Kimi Djabaté, com quase meio milhão de visualizações. Quatro meses depois, já em 2021, lançou “Paranoid”, que de acaba também por retratar estes tempos em que fazemos face a uma pandemia.

Ainda sem data de lançamento, o DJ tem um álbum a ser preparado. Até lá, avança que irá lançar outras músicas ou até mesmo um EP. Ouve abaixo “Nha Nomi”.

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Wilds Gomes

Sou um tipo fora do vulgar, tal e qual o meu nome. Vivo num caos organizado entre o Ethos, Pathos e Logos - coisas que aprendi no curso de Comunicação e Jornalismo. Do Calulu de São Tomé a Cachupa de Cabo-Verde, tenho as raízes lusófonas bem vincadas. Sou tudo e um pouco, e de tudo escrevo, afinal tudo é possível quando se escreve.