Filme Tahiti, de Latifa Said | Noma Azores | DR

Noma Azores, o festival que traz à luz do dia a problemática dos Direitos Humanos

Com o intuito de a partir da sétima arte promover a protecção e defesa dos Direitos Humanos, acontece de 27 a 31 de julho, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada [Açores], a primeira edição do Noma Azores Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos.

De acordo com o comunicado de imprensa, Noma Azores define-se como um “encontro entre homens e mulheres; entre cidades e países; entre instituições e organizações, para questionar, refletir e apontar caminhos para uma empenhada e efetiva promoção e proteção dos Direitos Humanos”, trazendo à mesa questões ligadas à preservação das identidades na construção de um futuro coletivo onde cada homem-mulher possa ser aceite pelo que é.

Nesta estreia, o festival terá a sua abertura através de uma roda de conversas com a atriz Ana Lopes, a ativista e empresária Carolina Brito e o produtor e cineasta Filipe Tavares. No programa segue-se a exibição de histórias sobre o colonialismo, herança cultural musical, escravatura e comunidade cigana, através da documentários e curtas tais como: “Prazer, camaradas!” de João Filipe, “Batida de Lisboa” de Rita Maia e Vasco Viana, “Chico Rei entre Nós” de Joyce Prado, “La chambre” de Latifa Said, “Novos Vizinhos: Um só Deus” de Bruno, “Bostofrio” de Paulo Carneiro,

A programação será completada com masterclasses que reflitem sobre as questões promovidas pelo festival e que permitam também a circulação de conhecimento técnico-científico na área do cinema no Arquipélago dos Açores.

Os filmes que integram a Competição Internacional do NOMA concorrem aos prémios de Melhor Longa Metragem, Melhor Longa Metragem Portuguesa e Prémio do Público. O júri que decidirá os vencedores é composto por Ana Margarida Cunha Silva, Diogo Lima, Eduardo Leal, Joana de Sousa e Salomé Lamas. 

No programa não-competitivo de curtas metragens juntam-se os filmes Tahiti e La chambre, de Latifa Said, e Novos Vizinhos: Um só Deus, de Bruno Correia.

O festival é uma organização da Câmara Municipal de Ponta Delgada, com a parceria do Teatro Micaelense e produção da Associação Cultural Silêncio Sonoro.

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TRABALHO DE PRETO
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Johnson Pedro

Jornalista Cultural e criativo na área da comunicação, encontra no jornalismo a arma para a documentação da cultura.