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Ao contrário do percurso dos artistas masculinos mais ricos de África, frequentemente alicerçado em grandes estruturas industriais, editoras multimilionárias, conglomerados de media e investimentos de larga escala, as artistas femininas presentes nesta lista construíram a sua riqueza num contexto marcado por menor acesso a capital institucional.
No universo musical africano, o sucesso económico das mulheres surge, na maioria dos casos, de carreiras sustentadas pela longevidade, pelo controlo criativo e por uma diversificação estratégica que acontece, muitas vezes, fora dos centros tradicionais de poder da indústria.
Essa diversificação traduz-se em investimentos em áreas como moda, beleza, turismo, educação, produção cultural ou gestão de catálogos musicais, permitindo transformar visibilidade artística em fontes de rendimento mais estáveis e menos dependentes dos ciclos da indústria musical. O palco surge como ponto de exposição, mas não como o único eixo de acumulação económica.
As diferenças observadas nos modelos de geração de riqueza refletem dinâmicas estruturais distintas dentro da indústria musical africana, tanto ao nível do acesso a financiamento como da organização dos mercados e das cadeias de valor. Neste contexto, os percursos destas artistas revelam estratégias de sustentabilidade adaptadas a realidades menos centralizadas e, em muitos casos, mais fragmentadas.
Com base em dados de 2025 e projeções para 2026, este artigo apresenta uma análise das artistas femininas mais ricas de África no universo musical, considerando rendimentos provenientes de criação artística, direitos de autor, empreendedorismo e investimento. As estimativas resultam de análises publicadas por plataformas como Forbes Africa, Business Insider Africa, Bloomberg Africa e Answers Africa, podendo variar consoante contratos, ativos empresariais e contextos de mercado.
Património estimado: 12M – 15M USD
Natural do Mali, Oumou Sangaré é conhecida como a Embaixadora do Wassoulou e uma lenda viva da música africana. A sua carreira alia reconhecimento internacional, incluindo prémios Grammy, a um forte ativismo em prol dos direitos das mulheres. Para além da música, é empresária nos sectores hoteleiro e agrícola, consolidando um percurso onde arte e independência económica caminham lado a lado.
Património estimado: 10M – 12M USD
Figura incontornável do panorama musical do Quénia e da África Oriental, Akothee construiu a sua fortuna tanto na música como no turismo e imobiliário, através da Akothee Safaris. A sua postura independente e presença intensa em palco fazem dela um exemplo de empreendedorismo feminino fora dos moldes tradicionais da indústria musical.
Património estimado: 8M – 10M USD
Oriunda da Nigéria, Tiwa Savage é frequentemente apelidada de Rainha do Afrobeats. Construiu uma carreira global entre África, Europa e Estados Unidos, com passagens por grandes editoras internacionais, contratos publicitários de luxo e forte influência estética, sendo uma das principais responsáveis pela exportação do pop nigeriano.
Património estimado: 6M – 8M USD
Nascida na Tanzânia, Vanessa Mdee, também conhecida como Vee Money, foi a primeira VJ tanzaniana da MTV. Apesar de ter anunciado pausas na carreira musical, o seu catálogo, direitos de autor e investimentos mantêm-na como uma das artistas financeiramente mais relevantes da África Oriental.
Património estimado: 5M – 8M USD
Natural do Benim, Angélique Kidjo é uma das vozes africanas mais respeitadas. Com cinco Grammys no currículo e um percurso artístico de várias décadas, alia longevidade criativa a um forte compromisso humanitário como embaixadora da UNICEF, garantindo prestígio internacional e estabilidade financeira sustentada.
Património estimado: 5M – 7M USD
Conhecida como Mama Africa, Yemi Alade é uma das artistas mais populares da Nigéria e do continente. A sua carreira assenta em digressões constantes, presença digital e parcerias comerciais. Para além da música, expandiu a sua marca para os sectores da moda e da beleza, consolidando uma base de fãs transversal a África.
Património estimado:3M – 5M USD
Filha da diáspora nigeriana, com forte ligação a França, Asa construiu uma carreira sofisticada e intimista entre o soul, o folk e o pop alternativo. Os seus rendimentos assentam sobretudo em digressões internacionais, direitos de autor e num catálogo musical altamente valorizado nos mercados europeu e africano.
Património estimado:2M – 4M USD
Natural da África do Sul, Tyla representa a nova geração global da música africana. O sucesso viral de “Water” projetou-a internacionalmente, rendendo-lhe prémios, contratos com marcas de luxo e um crescimento financeiro acelerado, tornando-a uma das artistas com maior potencial económico da sua geração.
Património estimado: 2M – 3M USD
Cantora, compositora e engenheira de som da Nigéria, Simi construiu uma carreira baseada na consistência, proximidade com o público e controlo criativo. A sua riqueza resulta de hits duradouros, direitos de autor e colaborações estratégicas que reforçaram a sua autonomia artística.
Património estimado: 1,5M – 2,5M USD
Também oriunda da Nigéria, Ayra Starr é uma das artistas mais promissoras da nova vaga do Afrobeats. Integrante da Mavin Records, vive um crescimento meteórico, combinando sucesso comercial, contratos publicitários e forte impacto global em streaming.
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