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A cidade da Praia acolhe, entre os dias 6 e 9 de abril de 2026, mais uma edição do Atlantic Music Expo (AME). O evento, que se estabeleceu como uma plataforma de intercâmbio transatlântico, procura este ano integrar a experiência acumulada com novas dinâmicas de produção. Dedicado ao tema “A música e a Inteligência Artificial”, a edição deste ano coloca em evidência os desafios e as oportunidades da produção musical na era digital.
Sob a direção de Benito Lopes, que assumiu o cargo no ano passado , a organização do festival assenta numa associação composta por empresas nacionais do setor da produção que têm demonstrado capacidade para integrar jovens profissionais e novas tecnologias na gestão de um evento que ocorre simultaneamente em vários pontos da capital.
O diretor sublinha que "2026 trouxe dinâmica, trouxe juventude" e que a estratégia passa por "trazer essa experiência e replicar" , consolidando a presença do AME no mercado internacional através da inscrição na "World Festival Internacional", fato que vê como mais como instrumento do que como reconhecimento.
O setor cultural tem sido progressivamente encarado em Cabo Verde como um pilar económico, uma mudança de paradigma que, segundo Augusto "Gugas" Veiga, Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, "ajuda muito a dignificação do setor e a alocação de mais recursos". Esta visão permitiu a assinatura de um protocolo de cinco anos com o Governo,e m vigor até 2029, garantindo que a organização tenha "cinquenta por cento do orçamento garantido para os próximos anos".

©BANTUMEN
O Ministro, que anteriormente geriu o festival com protocolos assinados "de ano em ano" , destaca que "agora há uma continuidade e uma tranquilidade para a organização trabalhar" , embora ressalve que o desafio futuro do AME passa pela conquista da autonomia financeira para deixar de "estar dependente do Estado". A almofada criada pelo acordo de cinco anos é, na sua leitura, uma janela, não uma solução.
A nível global, a organização reportou constrangimentos na participação de alguns países devido a conflitos internacionais, uma vez que interessados "bem próximos da do conflito mundial" tiveram de cancelar a sua participação por não conseguirem sair dos seus países. Todavia, o festival mantém o seu propósito de dinamização económica e intercâmbio cultural na cidade. Para Benito Lopes, a relevância do evento reside na "sinergia para que a gente aprende e ouvir outras paragens da música" , promovendo um impacto que vai além da cultura, abrangendo o "intercâmbio cultural e também financeiro" e a valorização do património nacional, uma vez que "a cultura cabo verdiana é o nosso ouro".
Quanto ao futuro, Veiga acredita que "o AME vai continuar a atrair mais pessoas, mais profissionais de qualidade, e que a cobertura jornalística que se faz vai dar uma maior visibilidade ao evento e ao próprio país."
Benito Lopes partilha essa perspetiva, e quando questionado sobre se viria ao festival mesmo que não fosse o seu diretor, admite com franqueza que sim, com certeza. Porque é contagiante. Porque tem diferentes palcos e artistas do mundo diferente do nosso. E para enriquecer a cultura tem de ser essa sinergia para que a gente aprende e ouvir outras paragens da música."
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