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A Fundação Bienal MoAC Biss abriu as candidaturas para a segunda edição da Bienal de Arte e Cultura da Guiné-Bissau, prevista para 2027, sob o lema “Djidiundadi - Intemporalidade e Utopias”. A chamada é dirigida a artistas, autores, criadores, investigadores, programadores e profissionais da cultura interessados em participar na próxima edição do evento.
As candidaturas estão abertas até 30 de agosto de 2026 e abrangem quatro áreas curatoriais: Conferências e Políticas Públicas, Artes Performativas e da Imagem em Movimento, Literatura e Artes Plásticas e Visuais. A submissão deve ser feita através do formulário oficial disponibilizado pela Fundação Bienal MoAC Biss.
O lema escolhido para a edição de 2027 parte da figura do Djidiu, termo utilizado na Guiné-Bissau para designar o griot, guardião da memória colectiva, da transmissão oral e dos saberes intergeracionais. A proposta curatorial convoca essa figura como ponto de partida para pensar o artista enquanto preservador de memória, transmissor de conhecimento e agente de transformação social.
Com “Djidiundadi - Intemporalidade e Utopias”, a Bienal propõe uma reflexão sobre ancestralidade, continuidade histórica, oralidade, imaginação política e futuros possíveis. A edição pretende olhar para os legados culturais africanos como matéria viva, em produção permanente no continente e nas suas diásporas.
A chamada abre espaço a propostas que dialoguem com memória, território, identidade, práticas artísticas contemporâneas, políticas culturais, arquivo, oralidade, pensamento crítico e processos de criação ligados às experiências africanas e afro-diaspóricas. No centro está a ideia de que a arte pode funcionar como lugar de preservação, questionamento e invenção de novas possibilidades colectivas.
A Bienal MoAC Biss nasceu como plataforma dedicada à arte e à cultura da Guiné-Bissau, com intervenção nas artes plásticas e visuais, artes performativas, literatura, música, dança, políticas públicas culturais e investigação aplicada ao setor cultural. Depois da primeira edição, realizada em 2025, o evento regressa com o objetivo de aprofundar o diálogo entre criação contemporânea, memória, território e participação cultural.
A edição inaugural reuniu exposições, concertos, sessões de cinema, espetáculos de teatro, lançamentos de livros, conferências, djumbais e actividades formativas, envolvendo artistas, pensadores e agentes culturais de diferentes geografias. Para 2027, a Bienal pretende reforçar esse posicionamento, projetando Bissau como espaço de encontro entre criadores, instituições, públicos e debates sobre o lugar da cultura na construção de futuros possíveis.
De acordo com informação já divulgada, os seleccionados através do edital deverão assegurar as suas próprias passagens, enquanto a organização garante cinco dias de estadia, com alojamento, alimentação e transporte. A organização prevê ainda uma quota mínima de 40% de participação de artistas nacionais e equilíbrio de género na selecção.
As inscrições decorrem até 30 de agosto de 2026. Os interessados devem consultar o edital e preencher o formulário oficial de candidatura disponibilizado pela Fundação Bienal MoAC Biss.
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