Fátima Biasalu, uma gestora angolana que voltou a estudar para crescer com método

19 de Junho de 2026
Fátima Biasalu gestora angolana
Fátima Biasalu | DR

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Fátima Biasalu acumula três vidas profissionais em simultâneo. É funcionária do Ministério das Relações Exteriores de Angola, onde trabalha diariamente com acordos de cooperação bilateral, negociação de contratos e instrumentos jurídicos entre estados e empresas. É sócia e diretora adjunta de uma ótica e de uma farmácia de medicamentos essenciais e, desde outubro de 2025, é aluna do MBA em Administração e Direção de Empresas na Summit Business School.


A decisão de voltar a estudar não foi impulsiva. "Percebi que a maturidade profissional dava-me perguntas melhores do que no início da carreira", explica. Com os negócios numa fase de expansão, sentiu que precisava de consolidar bases em estratégia, finanças e liderança - crescer com mais método e menos improviso, nas suas palavras. O que faltava não era motivação, eram ferramentas: frameworks estratégicos, métricas de desempenho rigorosas, técnicas de tomada de decisão em ambientes de incerteza.


A escolha da Summit Business School resultou de uma pesquisa criteriosa e o que a distinguiu das outras opções foi o equilíbrio entre rigor académico e aplicação prática, a flexibilidade de fuso horário e um corpo docente com experiência executiva em mercados africanos e emergentes. O currículo organizado por blocos de impacto - estratégia, finanças, pessoas e execução - e as turmas reduzidas com acompanhamento próximo dos professores foram fatores decisivos.


Menos de um ano depois do arranque, os resultados já são visíveis nas empresas que lidera. A adoção de OKRs (Objetivos e Resultados-Chave) para alinhar metas, a implementação de um cronograma semanal de indicadores e a reestruturação do portfólio de serviços com base na margem de contribuição e no retorno sobre o capital investido são exemplos concretos de como o que aprende em sala se traduz em decisões reais.


"Passamos a priorizar três linhas de negócio com melhor desempenho", conta. Em paralelo, redesenhou a força de vendas, definindo territórios mais claros e metas por funil, o que contribuiu para aumentar a taxa de conversão e reduzir os descontos concedidos.


Das disciplinas do MBA, duas marcaram-na de forma particular. A de Estratégia e Execução em Ambientes Incertos mudou a forma como testa hipóteses - agora em ciclos curtos, com dados, antes de apostar em escala. A de People Analytics redefiniu a leitura de desempenho das equipas. "Sequer sabia que existiam em mim" certas capacidades, admite, referindo-se ao desenvolvimento estratégico e à tomada de decisão assertiva.


O horizonte que tem em mente vai além do mercado angolano. A médio prazo, a meta é a expansão nacional com filiais. A longo prazo, a internacionalização. O MBA é um instrumento nesse processo - mas não apenas isso. "Vai muito além disso", diz Fátima. "Tem ajudado a melhorar a forma como analisamos a empresa, tomamos decisões e definimos prioridades."


Três responsabilidades profissionais, um MBA em curso e um plano de crescimento estruturado. A disciplina, diz ela, tem sido a âncora.

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